
O
diabo tem buscado, de muitas formas, enganar a humanidade inserindo na mente de
muitos a ideia de uma falsa paz, de uma falsa comunhão entre os povos e uma
falsa irmandade. Mas o fato é que nada nesse mundo tende a organizar-se. “Tudo
tende a desordem”, é o que também nos afirma a segunda lei da termodinâmica.
Mas vamos ficar nas escrituras!
Nós
pecamos e pelo pecado fomos destituídos da ordem; da retidão; da perfeição; da
glória de Deus (Rm 3.23) e uma vez destituídos dessa glória sofremos e morremos.
Este é o preço a ser pago pela nossa corrupção. No entanto Cristo veio ao mundo
para transformar em novo as coisas velhas, para nos refazer em uma nova criação
(2 Co 5.17). Para recuperar a ordem que foi corrompida.
O
preço a ser pago para nossa restauração à glória de Deus foi o mais alto possível.
Implicou em tornar maldito o Justo; em desamparar o que é Completo; em fazer
morrer o que é Imortal. Este foi preço pago pelo Senhor Jesus na Cruz do
Calvário. Pois está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado em um
madeiro” (Gl 3.13). Cristo tomou sobre si os nossos pecados fazendo-se ele
mesmo maldito em nosso lugar. Cristo também sendo o próprio Deus e, portanto
completo em si mesmo, foi também desamparado e clamou na cruz: “Eli, Eli, lamá sabactâni?” que é, “Deus
meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). E Ele foi desamparado não porque
foi achado em pecado, mas porque os nossos pecados; as nossas imperfeições foram
lançadas sobre Ele, e a sua justiça e santidade, sendo retiradas dele são derramadas
graciosamente sobre nós; sobre todos quantos crêem no seu nome, “porque Deus amou o mundo de tal maneira que
deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna” (João 3.16).
Dessa forma somos declarados justos
e aptos para recebermos um corpo glorificado e gozarmos de uma vida perfeita
com Senhor nas mansões celestiais que ele tem preparado para os santos que se
uniram a Cristo e, por meio deste, obtiveram o cancelamento dos seus pecados. “E quando, porém, vier o que é perfeito,
então, o que é em parte será aniquilado” (1 Co 13.10).
As nossas imperfeições terão fim, o
pecado não mais existirá, a natureza calará o seu gemido, e nós estaremos
perfeitamente completos em Deus e restaurados assim como a natureza também o
será. Mas aqueles que desprezaram e rejeitaram o Filho e sua obra salvífica serão
banidos do Reino de Deus e lançados no inferno.
Assim
termino este breve texto com as palavras de São Paulo:
“A ardente expectativa da criação aguarda a
revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não
voluntariamente, mas por causas daquele que a sujeitou, na esperança de que a
própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da
glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo,
geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que
temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo aguardando a
adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”. (Romanos 8.19-23)
A esperança de paz e
amor entre as nações e os povos, é impossível nesse mundo, mas esperamos confiados
no dia em que o sofrimento cessará. Maranata (Nosso Senhor vem)!
Guilherme Barros