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terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Culto Agradável a Deus



            Há alguns anos passamos do período da modernidade para a pós-modernidade. Enquanto na primeira, ainda que existisse uma grande amplitude de religiões, seitas e denominações, havia-se uma busca pelo caminho correto a se seguir. Já no período vigente da pós-modernidade as pessoas não buscam mais, um único padrão sólido e correto aos seus olhos, simplesmente agora tudo é correto, a verdade foi diluída em uma infinidade de “verdades”; de caminhos “aceitáveis”. Mas a forma de se prestar culto a Deus; a forma de vida cristã não pode ser moldada a este presente século. É nosso dever lutar para que a obediência à Palavra de Deus seja mantida. Isto é inegociável!
            O princípio regulador do culto é desenvolvido para que o culto solene a Deus seja mantido nos moldes da sua Escritura. O que se vê hoje são cultos moldados às pessoas, templos sofisticados com luzes de todas as cores e uma parafernália de equipamentos eletrônicos e musicais, além de danças e sessões dos mais variados tipos de coisas, como: descarrego, cura, bênção financeira. Por outro lado vemos também uma rigorosa institucionalização do culto em algumas denominações que dizem o que podemos ou não vestir, como devemos fazer nossas barbas e bigodes, qual deve ser o comprimento do cabelo da mulher e muitas outras cargas que nem seus próprios líderes conseguem suportar.
            O princípio regulador do culto é responsável por extrair das Escrituras uma norma que fundamente e padronize o culto visando torná-lo aceitável a Deus. E o culto aceitável a Deus, é que façamos aquilo que ele exige de nós. Paulo nos instrui a respeito do culto racional dizendo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1). Parece-nos que a maioria dos que se dizem crentes nunca leu ou atentou para este versículo. Estes buscam justamente o contrário e entregam seus corpos as paixões dos nossos dias.
            O Salmo 133 nos diz, “Oh! Quão bom e quão agradável é que os irmãos vivam em união”. Davi disse isto no período em que ele foi ungido rei sobre todo o Israel e pôde contemplar o momento em que todas as doze tribos se uniram. Ele comparou este episódio com o momento da unção do sacerdote que, ao ser ungido, todas as tribos se uniram perante aquela cerimônia que representava as bênçãos de Deus sendo derramadas sobre o Seu povo unido.
            Temos plena convicção de que a plenitude desta união, narrada pelo salmista, só será contemplada quando o Senhor Jesus Cristo vir buscar sua Igreja. Mas podemos, com absoluta certeza, estreitar os laços entre nossas congregações se os crentes, e especialmente seus líderes, observarem as Escrituras e moldarem suas liturgias a Ela. “O meu povo é destruído por falta de conhecimento” (Oséias 4.6) nos diz a Bíblia. E que melhor maneira de destruir um povo do que fazê-lo guerrear entre si? A falta de conhecimento bíblico tem causado destruição entre o povo de Deus e entre Deus e seu povo, pois se não o cultuamos como lhe é devido e como ele exige de nós, ainda que façamos isso com sinceridade de coração, podemos não agradá-lo. “Enganoso é o coração do homem, mais do que todas as coisas; e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9). Não devemos conduzir o culto a Deus conforme nossos sentimentos, mas sim conforme a sua Palavra, esta é a oferta agradável a Deus. Os sentimentos são muito importantes e agradáveis a Deus, mas são reduzidos a nada quando não estão debaixo da tutela da sua Palavra.

sábado, 23 de abril de 2011

Desejo Proibido


Certa noite, quando voltava do seminário, ouvi um jovem dizer a uma companheira de trajeto que estava ao seu lado: "Pecado é tudo aquilo que não nos faz se sentir bem?". Ele havia dito aquilo para justificar a sua conduta homossexual, já que ele havia expressado que se sente bem assim.
Na mente dele foi dispensada a possibilidade de o pecado parecer bom e fornecer prazer. Sua compreensão daquilo que é certo e errado estava totalmente deturpada, visto que ele limitou o conceito de bem e mal às suas sensações, ou seja, tudo que lhe é agradável é necessariamente correto. Isso nos faz lembrar do exato momento no qual Adão e Eva pecaram, "... viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. (Gênesis 3:6)". Percebemos claramente que eles sabiam a consequência do seu erro, que seriam punidos de morte. As sensações e a cobiça por coisas agradáveis e desejáveis tomaram o lugar da lei, da razão e lhes fizeram aquilo parecer bom.
Quando deixamos nos conduzir pelas sensações e desprezamos a capacidade de raciocinar e agir ponderada e comedidamente, conforme as leis recebidas de Deus, passamos a agir como os animais que são seres isentos de qualquer sombra de autoconsciência e por isso agem segundo seus extintos buscando tudo o que lhe é agradável sem se preocupar com os resultados gerados por suas ações, ações estas que podem, muitas vezes, causar a perdição de si próprio e do seu próximo.
Ao contrário dos animais nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus, não para que fôssemos levados pelo nosso apetite, mas para que comêssemos de tudo o que é bom e agradável segundo a lei do Senhor. E quando passamos a praticá-la percebemos, cada vez mais, que não temos necessidade para desejar qualquer coisa além das presentes na lei de Deus, pois "a lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma", disse o salmista. O gozo que sentimos em executar os mandamentos do nosso Deus é infinitamente maior do que qualquer outro desejo carnal por mais que estes pareçam ser bons e agradáveis aos nossos olhos. Quanto mais agimos em conformidade com as Escrituras nos sentimos plenamente satisfeitos em Deus e buscamos jogar fora todas as atitudes do velho homem. O vício, a maldade, a luxúria, a prostituição, o furto, o homossexualismo, e todo e qualquer pecado são reduzidos a nada diante da maravilhosa Lei do Senhor.
Que desprezemos a nossa vontade se ela não for a vontade de Deus e possamos dizer "Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia!" (Salmo 119.97). Amém!

Guilherme Barros