“Os
seus mais ilustres enviam os pequenos a buscar água; vão as cisternas, e não
acham água; voltam com os seus cântaros vazios; envergonham-se e confundem-se,
e cobrem as suas cabeças. Por causa da terra que se fendeu, porque não há chuva
sobre a terra, os lavradores se envergonham e cobrem as suas cabeças.”
(Jeremias 14.3-4 ARC)
Faz alguns meses que o sertão nordestino
padece em meio a seca que é vista como a pior dos últimos 40 anos. Tive oportunidade
de ir ao sertão do estado de Pernambuco no mês de julho até a cidade de Manari
(sertão do Pajeú) quando a seca ainda estava no seu estágio inicial. Apesar
disso a cena já era assoladora. Animais mortos de fome e sede nas margens das
estradas, açudes e barreiros vazios, terra rachada de sede e o sertanejo que
àquelas alturas já clamava ao ver suas últimas reservas secarem.
Esta situação, que já era difícil de
ver, vem se tornando ainda pior. No entanto, esta não chega aos pés da pior
seca espalhada sobre a humanidade, pois tal acontecimento está infiltrado e muitas
vezes escondido por trás máscaras diante de nós. São vidas secas que jazem
assim, quer chova em abundância quer brilhe o sol. Vidas que apesar de riqueza,
fartura e prazeres são desprovidas de uma fonte de alegria e vida perene. É
isso que encontraremos por onde andarmos pela face da terra.
Por outro lado, mesmo viajando a
lugares geograficamente áridos encontramos pessoas que apesar das provações e
dificuldades como a falta d’água e comida são como uma “árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o
seu fruto, e cuja folhagem não murcha...” (Salmo 1.3). Isso porque um dia
eles beberam a água viva entregue pelo Senhor Jesus Cristo a eles e receberam
dEle a promessa que diz: “aquele, porem,
que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água
que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4.14).
Como é bom ser tornado como uma
árvore que dá frutos perenes! Como é bom ser como uma fonte a jorrar para a
vida eterna!
É como fontes a jorrar que todos
aqueles, que receberam a salvação em Cristo, são chamados a viver. Precisamos
servir como instrumentos produtores de vida que matam a sede daqueles que estão em volta. O dever da fonte é oferecer água ao que tem sede. Portanto, não
tenhamos medo e não sejamos tímidos, pois o Senhor nos revestiu de autoridade.
A sua palavra nos diz: “O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua
alma até em lugares secos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim
regado e como um manancial cujas águas jamais faltam” (Isaías 58.11). Isto com certeza basta para nosso
sustento eterno. Então, o que mais queremos? Do que mais precisamos para
cumprir o nosso papel? Ele já nos deu tudo; saciou a nossa sede e nos deu
descanso. Prossigamos pois, sem medo, aos lugares áridos!
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Interior da casa mostrada na foto acima |