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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Uns Confiam em Carros, outros, em Cavalos...



Para muitos, especialmente no estado de Pernambuco, as eleições se findaram. Graças a Deus por isso! E que o Senhor conduza os eleitos do povo conforme sua vontade para alegria ou para juízo do povo.
            Durante os meses que antecederam as eleições houve de tudo em minha cidade. Carreatas, passeatas, jingles que não saem da cabeça do tipo: “... quem vive de passado é museu, caranguejo é que anda pra traz...”. Sei que isso acontece em praticamente todos os municípios, mas não é isso que preocupa. É notável o crescente envolvimento das igrejas cristãs com a política. Muitos pastores e padres fecham acordos de campanha buscando apoio do governo para suas denominações ou visando ganhar notoriedade e poder como cabos eleitorais expressivos. Enquanto isso acontece muitos crentes que trabalham para o governo em cargos comissionados ou que almejam uma função oferecida por qualquer dos candidatos, apostam suas fichas e se dedicam a campanha. Isso não estaria errado, e até é digno que crentes se envolvam com a política se querem de fato lutar por algo justo e honesto diante de Deus. Entretanto o que é preocupante é que a motivação para tanta euforia se chama MEDO.
            O medo aqui expressa a desconfiança de muitos crentes no seu Deus e a confiança no poderio mundano. Muitos dos quais são extremamente corrompidos. Tememos cada vez mais os carros e cavalos de Faraó. Tememos o que eles podem fazer e o que eles podem deixar de fazer. Daí nós olhamos com desejo para as para as panelas de carne dos egípcios, como fizeram os hebreus murmurando no deserto: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar!” (Êxodo 16.3).
            Para os que agem assim logo vem o pagamento em angústia, e ainda maior medo quando os carros e cavalos dos egípcios são tragados pelo mar; quando a confiança depositada em coisas passageiras é tragada num único dia.
            O cristão deve colocar sua confiança unicamente em Deus. É somente ele que nos sustem com o seu rico maná, com suas bênçãos diárias sobre nós e nossas famílias. Os quarenta anos no deserto serviram para ensinar o povo hebreu quem é o Deus dos Exércitos e em quem se deve temer e desejar.
Muitos cristãos cometem o erro e confiar nas coisas passageiras dessa vida. Confiam em mandatos, empregos, riquezas, empresas, e em si próprios, mas Deus corrige o seu povo e lhes diz: “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!”(Jeremias 17.5). Sem dúvidas muitos cristãos são vêem seus cavalos e carros sendo afogados no Mar Vermelho; seus mais preciosos tesouros extintos num piscar de olhos. Com certeza se você é um destes abra seus olhos para a correção paterna peça perdão e diga como Davi: “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriamos no SENHOR, nosso Deus” (Salmo 20.7).

BENDITO O HOMEM QUE CONFIA NO SENHOR E CUJA ESPERANÇA É O SENHOR. PORQUE ELE É COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO ÀS ÁGUAS, QUE ESTENDE AS SUAS RAÍZES PARA O RIBEIRO E NÃO RECEIA QUANDO VEM O CALOR, MAS SUA FOLHA FICA VERDE; E, NO ANO DE SEQUIDÃO, NÃO SE PERTURBA, NEM DEIXA DE DAR FRUTO (Jeremias 17.7,8).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O meu Pastor



           O SENHOR é o meu pastor. (Salmo 23.1)
Este é, sem dúvidas, o salmo mais conhecidos de todos os cristãos, quando eu era criança, lembro de que na escola dominical fui ensinado a memorizar este salmo; muitas são as vezes que meus familiares citaram e, vez ou outra, citam antes das refeições. Esta tão doce canção é lembrada por muitos nos momentos de dor, de desespero e de angustia. Davi, certamente, foi, extremamente, agraciado por Deus ao compor tão divina melodia.
Muito tem se repetido esta música em calendários, almoços, escolas dominicais, e podemos ouvi-la nas bocas até dos pagãos. De tantas reproduções muitos acabam ouvindo e não dando mais conta da profundidade que contém nesta melodia. Quero, aqui, leva-los há refletir um pouco quanto àquilo que, muitas vezes, deixamos passar despercebidos
O SENHOR é o meu pastor. Desta primeira frase deriva toda profundidade do salmo. Tudo que vem depois são apenas reflexos daquilo que está contido nesta simples expressão. Temos aqui a figura de uma ovelha e de um pastor. Mas quem é a ovelha e quem é o pastor?  A ovelha é o rei Davi que se coloca nesta condição, se comparando com um ser que é totalmente dependente do seu dono; que é levado às pastagens e aos mananciais para que as suas necessidades sejam supridas; que é livrado dos abismos, das feras do campo e dos seus inimigos, polo cajado de um pastor todo poderoso. Mas quem é este pastor? É, simplesmente, o todo poderoso, Rei dos reis, Senhor dos senhores. É pelo intermédio deste pastor que "reinam os reis, e os príncipes, decretam justiça" (Pv 8.15). É por intermédio deste pastor que "governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra" (Pv 8.16). Diante de tal pastor precisamos dobrar os nossos joelhos e entregar-lhe as nossas vidas para uma total subordinação e serviço. Simplesmente pela força de tão grandioso Senhor é motivo o bastante para nos redermos a Ele, mas ele faz questão de não usar de tirania para com as, amadas, ovelhas que sujeitas ao seu senhorio. Pelo contrário, suas ovelhas, assim como Davi, são resgatadas da morte, e a elas são dados os banquetes e a proteção que o seu, tão valoroso, Senhor lhes tem a oferecer.
Diante de um Senhor tão poderoso, não temos o que fazer, a não ser o que Davi nos ensina e o que ele próprio experimentou. E o que devemos fazer é confiar, simplesmente confiar única e exclusivamente neste Pastor, que é senhor sobre tudo e sobre todos, que dá a sua própria vida paraque as suas ovelhas tenham a vida eterna. O Pastor de Davi é o mesmo a quem devemos entregar as nossas vidas sem reservar; o Senhor Jesus Cristo que é um com o Pai .

                As implicações de ter alguém que é, singularmente, tão bondoso e incomparável em poder e glória como senhor de sua vida são muitas, como a alegria, a paz, a tranquilidade, o consolo e uma imensidão de outras bênçãos. Contudo o salmista aqui destaca que o senhorio de Deus na sua vida é o motivo de ele por cada área; cada átomo de sua vida sob a responsabilidade de alguém que, mais do que ele mesmo, sabe cuidar da sua vida. O Senhor Jesus Cristo é este pastor a quem nós, assim como Davi, devemos por nossa total e absoluta confiança. Que Cristo Jesus seja, em nossas vidas o Senhor e que nós afirmemos sem reservas: O Senhor Jesus Cristo é o meu Pastor!

Guilherme Barros