segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Depressão, O Mal do Século!


A correria de nossos dias é cada vez maior e sufocante. São muitas as cobranças quanto ao trabalho, quanto aos estudos, quanto ao lar. Quanto estamos rendendo? Quanto produzimos? O quanto somos bem-sucedidos financeiramente?  Quanto possuímos em nossa poupança? Quantos sonhos temos de concretizar?

    São muitas as expectativas que pressionam nossas mentes. São inúmeras as cobranças que o mundo nos faz. Ai daqueles que tentarem se dispor a realizar tudo o que o mundo nos cobra: Serão tragados pelo mal do século, a depressão.

    Dados oficiais apontam que"no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros"[1]. Outros dados apontam que 20% da população do nosso país, ou seja, 2 em cada 10 pessoas possui depressão. Certamente você conhece alguém que tem ou foi acometido por este mal. Além disso, "o Brasil é recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas".

    Tais índices indicam que as drogas psiquiátricas farão mais dependentes, os suicídios aumentaram, pessoas acometidas com síndrome do pânico, pessoas que se autoflagelam, pessoas com transtornos obsessivos e obesidade mórbida, além de massacres como os da escola em Realengo(2011) e o incêndio da creche em Janaúba (2017) serão mais e mais frequentes.

    O mundo nos imputa cargas que não somos capazes de suportar. A alegria que o mundo nos oferece não é capaz de aliviar os fardos que penetram além dos nossos corpos e atingem nossa alma. Os prazeres do mundo, ao contrário de descanso, nos trazem ressaca, dor, ansiedade, desavenças e depressão. Como cantou Sérgio pimenta assim é:

"Foi linda a festa
Luz, som, sorrisos
Rodas de amigos
E as canções surgindo
Passou o tempo
Chegou o dia
E sumiu com a noite
Toda alegria".
 (Ponto Final)

    Com corações vazios e desiludidos ficamos sem propósito de vida; sem motivos para existir. Assim se cai em DEPRESSÃO. Este é o preço caro que se paga quando tentamos preencher nossos corações com coisas vãs, ao invés de buscarmos aquele que pode nos libertar de todos os fardos e prisões que fazem tremer a nossa alma. 
    
    Foi sabendo de nosso maldito estado que Deus enviou seu Filho. Filho que não temeu o mundo e sua maldade; que não temeu a morte; que não temeu ser tido por maldito em nosso lugar. Que não temeu sofrer as angústias do pecado em nosso lugar. Que na sua paixão foi erguido na cruz e bradou: "Está consumado!"

   Esse mesmo Filho destemido proclama: 
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. 
(Mateus 11:28-30)

    A sua Palavra não cessa em nos oferecer alívio:
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mateus 6:34)

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (1Pedro 5.7).

Que possamos observar o que o mundo nos oferece e aquilo que Cristo tem a nos oferecer e que respondamos ao Senhor como Pedro respondeu: "Para onde iremos de iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6.68).


Humildade de Espírito


Bem-aventurados os humildes de espírito,
porque deles é o reino dos céus. (Mateus 5.3)

    Ser humilde, ao contrário do que muitos pensam, não é ser pobre, morar em um casebre ou vestir roupas gastas, tendo em vista que existem muitos em situação semelhante, mas que são cheios de si, soberbos e orgulhosos. Aqui a palavra grega é ptóchos que significa, de fato, pobre, mendigo, carente de recursos [1]. Cristo, no entanto, fala de uma humildade que não pode ser comprada com votos de pobreza, que não pode ser vestida com roupas velhas, que não pode ser maquiada com sujeira no rosto. Jesus nos ensina sobre ser humilde de espírito.

    Ser humilde de espírito é a qualidade daquele que é dono do céu. É ter a posse de todas as riquezas e saber desfazer-se tudo, sem remorso algum, para exercitar o amor, o perdão, a salvação. É ser senhor de tudo e pôr-se no lugar de servo de todos. É ser senhor da vida e por obediência aceitar que lhe sobrevenha a morte. "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz"(Filipenses 2.5-8).

    Cristo nos ensina a humildade que o Pai requer de nós, e que ele próprio a possui. Ele lavou os pés dos seus discípulos e também nos ensinou que, aquele que quiser ser o primeiro seja o último. Ele nos chama a aprender com ele: "aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração"(Mateus 11.29). O reino dos céus pertencem aqueles que são humildes para aprender com Cristo a despir-se da carne e encher-se do seu humilde Espírito.
. Fontes:
[1]http://biblehub.com/greek/4434.htm

domingo, 20 de janeiro de 2019

O Rico e Lázaro




"Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras." (Lucas 16.19-21)

    Em um de seus livros Saint-Exupéry disse a conhecida frase, "o essencial é invisível aos olhos".

    Normalmente o nosso olhar é atraído por aquilo que é belo. As coisas desagradáveis, por sua vez, são rejeitadas por nós. Andamos todos os dias pelas ruas e nos deparamos com esse tipo de situação. As roupas mais glamourosas são postas nas vitrines principais das lojas, cujos donos entendem bem do que estou falando. Eles buscam atrair olhares de pessoas que se importam como são vistas pelos outros.

    Assim, muitos são envolvidos pela ilusão do olhar. O rico, como Cristo nos contou, estava vestido com o que havia de melhor nas vitrines de sua época, "se vestia de púrpura e de linho finíssimo".
O rico também estava com o seu ventre farto do que existia de melhor. Não havia necessidades que pudessem afligi-lo. No seu mundo, até onde sua visão podia alcançar, tudo era perfeito. Toda essa "perfeição" cegou o seu olhar para aquele que estava constantemente à sua porta, o pobre Lázaro.

    Como Lázaro existem muitos às nossas portas. Para estes nós muitas vezes desviamos nosso olhar, afinal, é desagradável ver mendigos, vestidos de trapos, cobertos de chagas. Isto não é posto nas vitrines. É desagradável! Como crentes no Senhor Jesus, somos encorajados a ver além da aparência

    Em vida, Lázaro "desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico", no entanto, ele possuía algo invisível aos olhos de todos. Mesmo aos olhos daquele que achava que tudo possuía. Apesar do corpo flagelado pela fome e pelas úlceras, Lázaro tinha aquilo que é essencial. O rico, no entanto, possuía tudo que é agradável aos olhos e ao corpo, mas faltou-lhe o essencial, e aquilo que é passageiro cegou-lhe os olhos.

    Após a morte, Lázaro tornou-se o rico, e o rico tornou-se mendigo. No inferno, o rico agora deseja as migalhas do mendigo: "Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama"(Lucas 16.24). 

    Não sejamos como o rico. Olhemos, pois, a nossa volta, observemos as coisas além do nosso próprio umbigo. O Pai nos deu esse exemplo, sendo rico e habitando nos mais altos céus, ele se compadeceu de nós e nos amou, e nos enviou seu Filho que nos prova que "o essencial é invisível aos olhos", de tal modo que a salvação não vem por meio daquilo que é belo aos olhos dos homens, mas pelo horror da cruz.

Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

(Isaías 53:3-5​)

Dom de Línguas: 4 Erros que muitas Igrejas Comentem


Muitos são os equívocos cometidos por diversas denominações cristãs quanto a esse dom que agrega tanta controvérsia. neste momento não pretendo resolver a questão. Nem mesmo tenho a intenção de expor tudo quanto se tem discutido sobre a questão, mas sim trazer o tema ao pensamento e ao debate honesto. 

    Abaixo seguem 4 erros que muitas igrejas comentem ao fazer uso do dom de línguas.


 1. O dom de línguas como pré-requisito para funções e para o ministério na Igreja.

    Algumas denominações só permitem que seus membros assumam posições como: líder de coros, dirigente de reunião de oração, diaconia, presbiterato e pastoreio se, somente se essa pessoa falar em línguas. Em nenhum momento a Bíblia nos mostra o falar em línguas como um requisito para se assumir algum cargo ou serviço na Igreja, pelo contrário Paulo destaca tal dom como último em sua lista de dons: "A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas" (1 Coríntios 12.28).

 2. Dom de línguas falado por muitos ao mesmo tempo.

    A maioria daquelas denominações que afirmam ser "renovadas" por manifestarem o dom de línguas, expõem tal dom sem qualquer critério por parte dos seus membros, com muitas pessoas falando ao mesmo tempo e pecando contra o Senhor, quer seja por desconhecimento, quer seja por desobediência a Palavra de Deus.
    A Escritura ensina a igreja que: "No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente..." (1 Coríntios 14.27).

 3. Falar sem intérprete

Muitos tem feito mau uso do dom de línguas, ainda de outra maneira, falando sem que exista na congregação alguém que o possa interpretar, a fim de que os cristãos reunidos sejam edificados.
O dom de línguas não deve ser utilizado enquanto a igreja está reunida, a menos que exista alguém que interprete o que é dito. Paulo ensina isso de maneira clara na sua carta: "No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus" (1 Coríntios 14.27-28).

 4. "Não consigo me conter" ou "Não podemos reprimir o Espírito Santo".

Muitos dizem que não conseguem conter o que estão sentindo, mas esse argumento não é válido, porque é anti-bíblico. Em primeiro lugar, a Palavra de Deus nos ensina que o domínio próprio é um fruto do Espírito (Gálatas 5.23). Em segundo lugar, o Espírito que rege os dons é o mesmo para todos: "Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo" (1 Coríntios 12.4), dessa forma o argumento de "não se conter" deveria ser válido para os demais dons, e isso não acontece. Ninguém sai pelas ruas profetizando, curando ou mesmo sem critério algum. "Deus não é Deus de confusão, senão de paz" (1 Coríntios 14.33).

sábado, 19 de janeiro de 2019

Ódio: A Poltrona das Trevas


   
  Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. (1 João 2.9)

    Muitos são os que reivindicam fazer parte, ou mesmo estar na luz, afinal ninguém quer admitir que a sua vida é uma verdadeira escuridão. Não podemos, porém, dizer que habitamos na luz, se estamos cegos pelo ódio.

    A vida que Deus nos concede é cheia de beleza e bênçãos que não podemos medir. Mas existe sobre muitos uma venda que nos impede de enxergar quão grande e maravilhoso é o amor do Pai para conosco e para com o próximo. Essa venda da qual falo é o ódio.

    O ódio pelo nosso irmão nos impede de ver o quanto esse meu irmão é semelhante ao nosso Pai. Quando detestamos nosso irmão, nos tornamos cegos para qualquer ato de bondade que ele possa realizar. O ódio nos faz ver as melhores atitudes e intenções como detestáveis, se feitas por alguém que temos por repugnante. O ódio nos faz assentar nas trevas e nos torna assassinos de qualquer luz que possa vir das ações de nosso próximo. Além disso, o ódio mata também aquele que o pratica. Quem odeia abre mão da eternidade!

    Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. (1 João 3. 15)
    
    Não negligenciemos a Palavra do Senhor!
Em seu coração você odeia ou guarda rancor por alguém?  Se sim, não perca tempo, clame ao Senhor por arrependimento e erga o seu coração da poltrona das trevas em que está assentado; conheça a verdadeira luz de Cristo. Do contrário nunca conhecerá a luz, porque aquele que odeia a seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos (1 João 2.11).

    O Senhor nosso Deus quer que amemos e sejamos aperfeiçoados no amor!

    Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. (1 João 4.7-8)



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A ti, SENHOR, elevo a minha alma

Como é pesado o fardo de quem anseia por repouso e não tem onde descansar! Como é pesada carga daqueles que, sendo oprimidos, não sabem a quem recorrer! Oh! Como aguilhoadas no coração é a angustia sem consolo.

É triste saber que muitos se encontram nesta situação. Num país tão violento e tão cheio de tragédias como o nosso, sempre encontramos pessoas presas aos sofrimentos causados pelas perdas de entes queridos. Não obstante, vemos muitos perdidos que não sabem para onde ir, ou a quem devem seguir. São como cinzas levadas pelo vento: sem rumo certo; sem norte!

Será que você já passou ou passa por alguma situação assim? Será que você conhece alguém nesta situação?

Davi, o autor deste salmo, passou por muitos momentos difíceis, cruéis e angustiantes durante a sua vida. Mas diferente de muitos ele sabia o que fazer, e, mais que isso, Davi soube a quem recorrer. Lamentando em oração ele disse: “A ti, SENHOR, elevo a minha alma” (Salmo 25.1).

O Desespero -Gustave Coubert
Quando fomos criados Deus soprou em nós o fôlego da vida e nos fez “alma vivente”. Davi sabia que apesar de a sua vida parecer ser sua, ele não deveria fazer dela o que bem entendesse, pelo contrário, ele entendia que se agisse dessa forma ele não suportaria o fardo das suas tristezas, dos seus inimigos e das suas enfermidades. Assim o rei Davi elevou sua alma a Deus.

O verbo elevar em hebraico (língua original do Antigo Testamento) pode ser traduzido também por carregar, levar, erguer. Assim Davi reconhece diante de Deus o quanto ele é pequeno e necessitado ao ponto de não poder suportar as aflições da sua própria vida sozinho, então, ele não vê alternativa melhor do que levar para o SENHOR a sua alma.

Para quem você tem entregado a sua vida? Para qual finalidade você tem vivido? Será que aquilo que você faz traz alívio verdadeiro para os fados ou cargas que estão sobre você? Será que você tem paz verdadeira ou busca a paz em coisa passageiras?

Jesus Cristo, nosso Senhor, veio para trazer “paz a todos quantos ele quer bem” (Lucas 2.14). Não existe caminho melhor do que por as nossas almas nas mãos daquele que venceu a morte; daquele que ressuscitou e que nos diz: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).


Oh Meu caro leitor! Ouça a voz daquele que te chama: Vinde a mim diz o Senhor!

sábado, 22 de agosto de 2015

A Doença Presbiteriana

   Ontem fiz uma visita à casa do meu avô Rev. Cephas Reinaux de Barros. Ele me mostrou muitas fotografias antigas de seu arquivo pessoal que remontam um período de aproximadamente 60 anos de seu ministério na Igreja Presbiteriana do Brasil.

   Esta foto despertou prontamente a minha atenção pelo fato de mostrar um caminhão, Chevrolet 1951, transportando de forma precária muitas pessoas. Eu logo perguntei qual a história daquela imagem e fiquei ainda mais impressionado com seu significado.

   Trata-se de um caminhão carregado de crentes. Homens, mulheres, crianças e idosos cheios de vigor indo de Garanhuns para Canhotinho no agreste de Pernambuco (trecho de 44 km de estrada de barro na época) para um dia de evangelismo no dia 12 de agosto de 1959 em comemoração do centenário da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).

   A foto provocou em mim um misto de alegria e tristeza. Alegria por ver que a nossa denominação (IPB) tinha os olhos, o coração e também os pés prontos para as missões, o que fazia os nossos irmãos do passado se empenharem com afinco à causa de Cristo. Por outro lado me veio também a tristeza, pois de um modo geral, como pastor da IPB que sou, não vejo a mesma dedicação dos irmãos presbiterianos hoje, e pouquíssimos são os que se disporiam à deixar o conforto de lado em favor do evangelho (a começar pela nossa liderança).

   Olhos fechados, corações endurecidos e pés atrofiados são marcas da IPB atual. Se as minhas palavras não convencem a você de que o presbiterianismo brasileiro está doente, veja os dados e compare:


  • Igreja Presbiteriana Nacional do México: 114 anos, 6.000 igrejas, 2,8 milhões de membros, 2ª maior denominação do México;
  • Igreja Presbiteriana da Coréia do Sul: 128 anos, 10 milhões de membros, possui o 5º maior templo do mundo em Pyungkang Cheil que comporta 60 mil pessoas por culto, sendo também a maior denominação da Coréia do Sul;
  • No Brasil, os nossos "irmãos mais novos" da Convenção Batista Brasileira: 150 anos, 8.357 igrejas, 3,7 milhões de membros;
  • Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB): 156 anos, 5.392 igrejas, 921 mil membros.
   Os dados mostram igrejas mais novas e de linhas tradicionais e reformadas tanto quanto nós, mas que obtiveram um crescimento muito superior ao nosso. O batistas aqui, por exemplo, são quatro vezes mais numerosos que nós presbiterianos que já fomos a maior denominação do Brasil no passado. 

   A doença presbiteriana certamente não está na forma de transporte que utilizamos para ir ou levar irmãos ao evangelismo, mas a doença está em que nós mudamos com o passar das gerações. Vamos de lado a lado utilizando transportes muito mais confortáveis e velozes que um caminhão Chevrolet 1951, temos os mais avançados meios de comunicação, as mensagens instantâneas, mas esquecemos no meio de todo esse alvoroço a coisa mais importante, A MENSAGEM

   Temos os mais eficazes meios de transporte para que a mensagem se propague rapidamente e da maneira mais adequada e segura, no entanto as Boas Novas parecem ter "perdido a graça", pois demandam tempo demais e cuidados demais para o ágil presbiteriano de hoje em dia que vai ficando para traz.

   O remédio é algo bem drástico, porém simples. Dispensem os carros e vamos a pé até ao nosso parente, amigo, colega de trabalho e anunciemos com as nossas vozes e a nossa prática a Palavra do Senhor, pois "quão formosos são os pés do que anunciam coisas boas!" (Rm 10.15).