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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Paz Pessoal e Prosperidade: Uma Ameaça à Liberdade - Final

 


Paz Pessoal e Prosperidade:

Uma Ameaça à Liberdade

PARTE FINAL

por Francis Schaeffer

A Redistribuição Radical da Riqueza do Mundo

        A redistribuição da riqueza do mundo deveria vir acompanhada de pelo menos duas coisas. Em primeiro lugar, deveria haver uma diminuição da prosperidade e riqueza daqueles indivíduos e países que têm como garantido certo nível de prosperidade. A História recente mostra como as pessoas e nações são rápidas para efetuar mudanças em seus princípios, passando a adotar os princípios das outras nações e das outras pessoas quando se sentem ameaçadas. Em segundo lugar, seria necessário haver uma redistribuição do poder no mundo. Numa espiral  regressiva de prosperidade e poder mundial, as pessoas acabarão se entregando bem mais facilmente a um governo autoritário, movidas pela esperança de que um poder como este possa de alguma forma amenizar os resultados desagradáveis de uma diminuição da prosperidade e poder mundial.

Uma Crescente Carência de Alimentos e de Outros Recursos Naturais

    Este último ponto pode vir a assumir importância cada vez maior. Já que o consenso cristão se extingue em países em que ele previamente existia, já era de se esperar que isto fizesse alguma diferença, não só dentro das fronteiras das próprias nações, mas também através da solidariedade demonstrada em relação aos outros. E o que restará não será solidariedade, mas apenas utilitarismo. Não que o escore já tivesse sido perfeito algum dia, mas o mais provável é que o pouco de solidariedade que ora existe seja cada vez mais substituído por um pragmatismo aberto. Uma crescente carência da alimentos é suficiente para constituir uma crescente pressão, fazendo as pessoas deixarem se arrastar por um crescente autoritarismo que promete soluções. E com a crescente insegurança das pessoas, a ganância - movida pelos objetivos de paz pessoal e prosperidade a qualquer preço - cresce.

    Se estas pressões continuarem a se avolumar, o que parece provável, você acha que as pessoas, jovens ou velhos, vão lutar a um alto preço para elas mesmas, ao preço de sua paz pessoal e riquezas, pela liberdade do indivíduo? Os países que nunca tiveram a base da Reforma Cristã serão os primeiros a se curvar diante do autoritarismo. Já há uma série de países da Ásia e da África que seguiram por este caminho. Certos líderes governamentais do Ocidente, que muitas vezes eram homens modernos, não entenderam que liberdade sem caos não é nenhuma fórmula mágica que possa ser implantada em qualquer lugar. Pelo contrário, como homens modernos que eram, sua visão era de que, já que a raça humana havia  certamente conseguido evoluir até certo nível, em um ano como 1950, era possível implantar a democracia em qualquer lugar, a partir de fora. Eles tiveram o cuidado de fechar os seus olhos para o fato de que a liberdade sem caos só era possível a partir de uma base cristã. Eles não entenderam que a liberdade sem caos não poderia ser divorciada das suas raízes.

    E quando estas formas externas são impostas em uma visão de mundo, isso jamais pode redundar em liberdade sem caos, e, além disso, as pessoas não suportam quando a pressão cresce. As notícias nos jornais nos lembram de que, em muitos países  que quiseram implantar uma democracia imposta de fora ou de cima, o que se acabava implantando, via de regra, era o autoritarismo.

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👈 Leia Também o artigo anterior desta série!

Fonte:
SCHAEFFER, Francis. Como Viveremos?. Cultura Cristã. 2003. p 183.

Sobre o Autor:
Francis A. Scheaffer (1912-1984) foi um dos gigantes do século 20. Seus livros foram traduzidos para mais de 25 idiomas com milhões de exemplares vendidos. A L'Abri Fellowship, fundada pelo casal Francis e Edith Scheaffer em 1955, é um memorial vivo de sua obra.

👇📕Outros livros de Scheaffer em português são:

1 - A Morte na Cidade

2 - Poluição e a Morte do Homem

3 - O Deus que Intervém

4 - O Deus que se Revela


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

O NOVO NORMAL


 O Novo "Normal"

por Dr. Mark McDonald, M. D.
Original: Sadismo - A próxima fase feia da Pandemia do Medo

    No início da pandemia, senti simpatia e piedade por aqueles que escolheram viver com medo. Muitos haviam sido mal informados pela mídia, políticos e burocratas cujo investimento na acumulação de riqueza e consolidação do poder superou qualquer lealdade à ética, a verdade e ao bem-estar público. Agora acredito que manter essa simpatia pode não apenas ser imerecido, mas potencialmente prejudicial, porque o medo evoluiu para algo muito mais sombrio e destrutivo: sadismo - o prazer advindo de infligir dor, sofrimento ou humilhação ao outro.

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    No verão de 2020, fui banido para sempre da companhia aérea Delta Airlines por beber água por mais de seis minutos em um voo de Atlanta para Moline, Iwoa. Pelo menos, foi o que me foi dito pela comissária de bordo, que aparentemente levava um cronômetro e o usava para medir a quantidade de tempo que passei com meu rosto descoberto após embarcar no avião. Quando o avião pousou, o "gerente da estação" me escoltou para fora, provocando uma salva de palmas dos outros passageiros. Eu não me ofendi pessoalmente - interpretei os aplausos como uma expressão de alívio e não de desprezo. A explosão que testemunharam da comissária de bordo os assustou, e minha rápida retirada do avião os fez sentir-se seguros. Senti pena deles em vez de raiva.

    Mais de um ano depois, a situação mudou drasticamente. Certamente,  ainda há muitos americanos que vivem com medo. Alguns sofrem de um estado de medo crônico há tanto tempo que uma forma mais precisa de descrevê-la seria "traumatizado". Outros, entretanto, superaram em grande parte seu medo e agora levando vidas de crueldade descarada contra seus semelhantes, e estão desfrutando cada minuto disso.

    Recentemente, o famoso acadêmico esquerdista Noam Chomsky recomendou em uma entrevista que aqueles que optassem por não se vacinar deveriam se auto isolar. Quando lhe perguntaram como eles obteriam alimentos, ele respondeu que encontrar uma maneira de comer era "problema deles". Sua posição de assemelha à dos habitantes de cidades europeias da Idade Média que, ao descobrirem que uma mulher havia cometido adultério, a expulsavam do vilarejo para a floresta vizinha para se defender, plenamente conscientes de que ela morreria de fome, a menos que fosse comida viva pro animais selvagens primeiro. O sadismo no seu apogeu.

    O apresentador (e não-vacinado) Dennis Prager se recuperou de uma infecção pelo coronavírus no mês passado. Durante seus três dias de ausência da transmissão, ele anunciou o motivo de sua folga. Ao retornar, ele leu no ar algumas das centenas de comentários feitos sobre ele por jornalistas, comentaristas e o público que foram publicados online ou postadas nas mídias sociais: "Espero que você morra". "Pessoas como você não devem ser tratadas". Você finalmente conseguiu o que merece". Ele explicou que nenhum desses comentários o aborreceu pessoalmente: "Não estou magoado com isto, mas sinto-me triste pelo meu país". Ele também pediu desculpas por desapontar essas pessoas, não morrendo e se recuperando em apenas três dias.

    Considero que esses exemplos não descrevem o medo, ou mesmo a raiva. Eles exemplificam o sadismo. Os americanos começaram a ter prazer em ver outros americanos sofrendo. Esta enfermidade parece ser unidirecional. Quantos exemplos modem ser encontrados de indivíduos de escolha pró médica que pedem expressamente a morte daqueles que apoiam decretos de vacinação para todos? Os poucos que encontrei foram condenados categoricamente por pessoas de ambos os lados. Mas onde estão as condenações da multidão pró-decretos quanto as declaração genocida de Noam Chomsky, ou do comentaristas online que torcem pelo fim de Dennis Prager, cujo único crime é ter anunciado publicamente sua escolha pessoal de não se vacinar?

    A Austrália concluiu a construção de "acampamentos de quarentena" que presumivelmente irão manter australianos que recusarem a vacina. Estes campos serão vigiados por militares (a imprensa brasileira está anunciando que é FAKE, mas cheque você mesmos e tire suas conclusões, lembre-se que Hitler também negou que estava criando guetos para os Judeus).

Imagem jornal The Guardian


Protestos contra vacinação obrigatória na Áustria
    A Áustria já ordenou que a sua polícia prenda qualquer pessoa em público sem um cartão de vacina. (Será por isso tantos protestos contra vacinação obrigatória na Europa?).

    Estas medidas sancionadoras do governo sobre a liberdade fundamental da autonomia corporal levantam comparações com o regime nazista. Para ser justo, ninguém foi ainda internado ou executado. Essa é uma distinção importante. A justificativa para políticas, porém, é estranhamente semelhante ao que todo regime totalitário usa para legitimar seus poderes policiais extrajudiciais: a segurança pública requer a eliminação de uma ameaça interna. Na Alemanha nazista dos anos 30, a ameaça interna eram os judeus. Hoje, a ameaça interna é a pessoa não-vacinada. Como o Presidente Biden gosta de dizer, apesar das provas médicas inatacáveis em contrário: "está é uma pandemia dos não-vacinados... e nossa paciência está se esgotando". Esse discurso feito por um presidente dos Estados Unidos não é apenas irresponsável, mas também encoraja os impulsos mais sombrios dos seres humanos.

Estrela utilizada para 
marcar os judeus na Alemanha nazista.
    A instituição da máscara desumanizou homens e mulheres americanos (e de todo mundo), assim como o véu desumanizou as mulheres muçulmanas em grande parte do mundo islâmico. "Ele está tão envergonhado que não pode mais mostrar seu rosto em público" não é uma metáfora vazia. o anonimato aliado aos elementos visuais obrigatórios da afiliação grupal (como a famigerada estrela amarela judaica) encarna a feiura e a crueldade irresponsáveis.

    Quando a mídia, os políticos e os burocratas estão do lado do agressor ele fornecem tanto a cobertura social quanto jurídica para atos sádicos que até pouco tempo atrás praticamente todos os americanos (nós brasileiros também) teriam condenado publicamente. Agora nós não apenas toleramos a crueldade intencional, mas a encorajamos. Nós nos surpreendemos com a visão dos não-vacinados forçados a comer sua comida de restaurante em uma tenda ao ar livre não aquecida durante o inverno. Sorrimos com a demissão dos não-vacinados que se opõem aos mandatos do empregador, e alegremente lhes negamos tanto a rescisão como o auxílio desemprego. Celebramos os estado do apartheid médico que coloca em guetos os americanos que exercem opção médica. Afinal de contas eles fizeram suas escolhas. Deixe-os sofrer.

    Eu trato crianças e adultos com doenças mentais. Vejo o lado negro da natureza humana e tento entendê-lo, para poder tratá-lo. Não tenho nenhuma simpatia pela ascensão do sadismo que vejo nos Estados Unidos, e nos americanos, hoje em dia. É feio, desprezível, e totalmente destrutivo. É fundamentalmente antiamericano.

    "Meu corpo, minhas regras" agora foi substituído por "Vacina Liberta". E se você não concordar, eles terão o prazer de te mandar embora para o acampamento

    

Alemão carrega no braço a estrela amarela escrito
não-vacinado.


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