segunda-feira, 6 de maio de 2013

[Crítica] Petra e a Seca no Nordeste

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9)

"Eis que Deus não confia nem nos seus santos; nem os céus são puros aos seus olhos,quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água!" (Jó 15.15-16)



     Na imagem acima podemos ver, o Khazneh, principal monumento da cidade de Petra em contraste com algumas cenas da seca no sertão do nordeste brasileiro.

     Petra foi construída pelos nabateus no deserto da atual Jordânia em 312 a.C. e possuía um complexo sistema de túneis, represas e tubulações a fim de armazenar água para os longos períodos de estiagem. O sistema hídrico da cidade era tão eficiente que cada gota de água era usada de um modo ou de outro e o sistema garantia o abastecimento de água o ano todo. "Eles entendiam a importância de preservar, canalizar e distribuir a água. Sem água numa área como Petra você morre", disse a historiadora Nicole Douek. A tecnologia de engenharia hídrica era tal que todas as nascentes em um raio de 20 Km da cidade foram canalizadas para abastecer uma cidade com uma população de aproximadamente 50.000 habitantes e milhares de comerciantes em trânsito.

     Estamos em 2013, mais de dois mil e trezentos anos de distância da data de fundação de Petra. O Brasil é o país mais mais rico em água potável do globo. O Rio São Francisco é o nosso 4º maior rio e o 22º maior rio do mundo. Este rio corta uma grande extensão de terra passando pelos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.



     Dos tempos áureos dos nabateus até os nossos dias são mais de 2000 anos de avanços tecnológicos. Nosso Brasil já tem seus 513 anos de história partindo do nosso descobrimento, entretanto o povo continua padecendo com a seca e o governo continua "incapaz" de canalizar água para nossa população.

     Sei que nosso sistema educacional é extremamente precário, um dos piores desta terra, mas será que somos tão burros assim? Não. Não somos tão burros assim. Talvez a pergunta correta seja: Será que somos tão corruptos assim? Sim. O grande problema do nosso sertão é a falta de interesse dos nossos governantes que enriquecem zombando da miséria do povo e dão sempre um "jeitinho brasileiro", mesmo na seca e deixo de um "sol de rachar" (como dizem por aqui), para jogar o nosso dinheiro por água abaixo.

Guilherme Barros


Fontes:


quinta-feira, 18 de abril de 2013

A MAIS SUBLIME DECISÃO



O texto abaixo não foi escrito por mim, mas o transcrevi de um antigo livro de 1972 chamado Momentos Decisivos. Fico grato ao professor do Seminário Presbiteriano do Norte, Rev. Irineu Neto, que ao ler o livro percebeu que o texto havia sido escrito pelo meu bisavô, Pb. Abelardo Gouveia de Barros, contando um breve, mas impressionante, resumo de seu testemunho de vida cristã. Achei muito interessante e quero compartilhar com todos. Certamente temos muito a aprender com cristãos do passado que dedicaram suas vidas ao Senhor e deixaram frutos que perduram até hoje.
A MAIS SUBLIME DECISÃO
“Eu era Guarda Chefe do Departamento de Saúde. Em 1923, fui designado para ir a Canhotinho, fazer vacinações contra tifo e varíola. Para divulgar meu trabalho, pedi ao Pastor da igreja Presbiteriana, o Rev. Cícero Siqueira, que fizesse um aviso na sua igreja.
- É melhor o senhor mesmo fazer o aviso, respondeu o pastor.
Eu era da religião espírita e nunca havia entrado numa igreja evangélica. Relutei um pouco, mas finalmente concordei e assisti ao culto a fim de fazer o aviso. O sermão sobre o encontro de Zaqueu com Jesus me impressionou tanto que não me saiu da mente. Como Zaqueu, senti-me atraído para Jesus.
No ano seguinte, casei-me em Canhotinho com Alzira Reinaux, que tinha feito profissão de fé aos 12 anos sob o pastorado do Dr. George Butler. Alzira muito me ajudou no desenvolvimento da fé evangélica e logo me tornei membro da igreja. Resolvi, então, estudar muito a Bíblia com o propósito de preparar-me para servir a causa do Mestre.
Durante os 38 anos que viajei a serviço do Departamento de Saúde do Estado de Pernambuco, aproveitei as noites em cada cidade para pregar. Onde não havia igrejas, pregava em lares ou ao ar livre. Assim iniciei vários trabalhos que resultaram em escolas dominicais e igrejas, como, por exemplo, em Barreiros, PE. Durante nove anos trabalhei com o missionário William Neville em Brejão, Correntes, Poço Cumprido e São Pedro, em Pernambuco.
Hoje, com 73 anos, sou aposentado do Depto. De Saúde, mas não do trabalho da igreja.
Desde 1944 venho anotando num caderno os lugares onde prego, visitas efetuadas, folhetos distribuídos e decisões feitas. Dou muitas graças a Deus pelas decisões: até agora 636!
Reconheço que Deus tem usado as orações de outros crentes para abençoar meu trabalho. Devo muito, em primeiro lugar, a minha esposa que me acompanha em todas as atividades com oração. Às vezes ela aproveita horas de insônia e fica orando até pela madrugada. Os calos nos joelhos provam que é mulher de oração.
Alguns anos atrás, fui convidado para pregar no Engenho Piabas em Alagoas. Isso era perigoso porque o administrador do engenho tinha ameaçado matar qualquer crente que fosse pregar em suas terras. Aceitei o convite na condição de que um grupo de irmãos orasse durante 15 dias antes de minha ida para lá. Então, depois dos 15 dias, fui ao engenho.
O administrador soube da minha chegada e, muito zangado, reuniu seus auxiliares para ir ao meu encontro. A notícia se espalhou e o povo juntou-se para ver a matança.
Quando o administrador chegou perto e começou a blasfemar, eu perguntei:
– O senhor não é amigo do Pai do Céu?
– Sim, admitiu ele de má vontade.
– Pois bem. Foi Ele que me mandou aqui. O senhor não quer ouvir o recado de Deus?
O administrador pensou um pouco e resolveu ouvir a pregação. Preguei sobre “a mais sublime decisão que o homem pode fazer.”
No fim da pregação, o administrador, comovido, abraçou-me e se rendeu a Jesus Cristo. Confessou que era grande pecador, que já matará três homens. Aconselhei-o a que se confessasse à polícia.
O novo convertido seguiu o conselho e recebeu a sentença de apenas seis meses.
Vários dos 11 homens que o acompanharam naquele dia foram convertidos. Mais tarde, um deles tornou-se presbítero; outro é diácono numa igreja batista.
Minha mulher e eu temos muita satisfação no fato de que um dos nossos filhos, o Rev. Cephas Reinaux de Barros, foi pastor da igreja em Canhotinho, onde nós dois fizemos profissão de fé".

Abelardo Gouveia de Barros
Garanhuns, Pernambuco
(Adaptação de “O Edificador”, Secretaria de Educação Cristã, Recife, PE)

Bibliografia
Momentos Decisivos volume 1. Recife: Edipres, 1972. 57-59 p.


domingo, 24 de março de 2013

Cristianismo e Cultura

Texto elaborado para o fórum de discussão sobre Afrobrasilidade e o Cristianismo na Igreja Presbiteriana do Cabo de Santo Agostinho.

“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. (Apocalipse 7:9,10)





Vivemos num país multicultural. Povos de muitas nações, raças, tribos e também de línguas variadas vivem no Brasil. O nosso país é formado por “holando-brasileiros”, “americano-brasileiros”, “germano-brasileiros”, milhares de tribos indígenas, “semitas-brasileiros” e também “afro-brasileiros”. Todos os povos que formam o nosso país, dos quais citei apenas alguns, apesar de provindos das mais variadas culturas e nações formam hoje, aqui no Brasil, uma única nação e também uma única cultura, que, ainda com diversas variações formam a cultura brasileira. Portanto, não deveríamos promover uma cultura em detrimento de alguma outra. Todos os povos que formam a nossa nação atual tiveram grande contribuição histórica, cultural e econômica. Então, minha opinião é que o estado não deve promover ou proteger uma cultura singular, como acontece atualmente, mas deixar que cada uma se desenvolva de forma particular e democrática, visto que todos os povos que aqui habitam tiveram que abdicar de pontos importantes da sua cultura original em favor de uma cultura “maior” que é a cultura brasileira.

Mas qual deve ser a cultura do cristão neste mundo pluricultural? Já disse o Rev. Dr. Heber Campos Jr.: “Cultura nenhuma nesse mundo é neutra. Ou ela agrada a Deus ou ela desagrada a Deus” (ver). Sabendo disso, entendemos que a cultura do cristão jamais pode ser neutra. O verdadeiro cristão vive para agradar a Deus. Isso independe do que a sua família pensa; do que a sua tribo ou nação pensa; do que o estado pensa. Isso também é independente da cor da sua pele ou do quanto a sua cultura originária é ou foi importante. Para o cristão só deve existir um alvo em sua mente, a Glória de Deus. Qualquer coisa que não contribua para este propósito deve ser deixada de lado. Ainda que tal coisa seja o aspecto primário da formação de uma cultura, o ambiente familiar. “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 10:37-39).

O cristão deve abrir mão de “toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo...” (2 Coríntios 10.5). Certa vez disse o reformador Zwínglio: “E quanto a Verdade, não podemos abandoná-la, mesmo que isso implique na perda de nossa vida, pois não vivemos para esta geração, nem para servir aos príncipes, mas para o Senhor”.

O cristão deve levar em conta que Cristo está acima de qualquer tradição. Não importa de quem descendemos, africanos, portugueses, ingleses, judeus, japoneses, brasileiros. “Nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé” (1 Timóteo 1.4).

Quando falamos de afro-brasilidade e o cristianismo, devemos entender que o Cristianismo não se molda a nenhuma cultura, mas indivíduos de culturas diversas se moldam ao ser de Cristo sendo, por ele, enxertados na descendência de Abraão com quem Deus fez sua aliança perpétua, disse Deus a Abraão:  “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12.3). Dessa forma quer você seja um hindu, ou um mexicano, ou americano, senegalês, ou canadense, você pode exerce o cristianismo de forma autêntica, para isso basta entender que nós, os que somos de Cristo, somos “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, afim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:9).

Michael Horowitz, erudito judeu ortodoxo que nobremente assumiu a vanguarda da campanha em defesa dos cristãos perseguidos, calcula que uns 150.000 deles — o total dos mártires dos primeiros séculos — morrem anualmente assassinados pelas ditaduras da China, do Vietnã, da Coréia do Norte, do Irã, do Sudão, etc. Dessas ditaduras, umas são comunistas: cumprem fielmente a máxima leninista de "varrer o cristianismo da face da Terra". Outras são islâmicas: violam despudoradamente o mandamento corânico que proíbe a coerção em matéria religiosa. Coerentes ou incoerentes, são todas genocidas”. (CARVALHO, Olavo. A mensagem que não veio)

Isso se deve ao fato de que eles entenderam que são peregrinos e estrangeiros aqui; entenderam que Cristo é maior que a sua família, que a sua raça, que a sua nação. Como cristãos devemos entender que nossa caminhada é contrária a cultura do mundo e cânhamos isso de Contracultura Cristã. Nós devemos caminhar na contramão do mundo no que diz as obras infrutíferas das trevas. O mundo prega o egoísmo, nós devemos nos doar ao próximo e considerar os outros superiores a nós mesmos. O mundo prega a imoralidade, nós pregamos a santidade e como podemos obter os seus benefícios por meio de Cristo.
Igreja Presbiteriana do Cabo


quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulher Preciosa



Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias.
(Provérbios 31:10)

Uma das principais características de uma joia fina são as horas de trabalho que o lapidador emprega para torná-la perfeita e de valor inestimável. O valor de uma joia também está extremamente associado ao teor de pureza dos materiais utilizados para confeccioná-la. Estes dois fatores, quando unidos, fazem das joias objetos raros, perfeitos e dignos de serem admirados por qualquer realeza. Outro fator interessante quando se fala de joias é que a maioria delas são encrustadas por pedras preciosas que, por sua vez, são os materiais mais duros existentes na natureza. O diamante, por exemplo, é o material mais duro existente devido a sua cadeia carbônica perfeitamente organizada sob extrema pressão. Isso garante que o seu brilho, depois de lapidado, permanecerá para sempre.

O rei Lemuel, que escreveu os versos do Provérbio 31, com certeza sabia reconhecer uma joia perfeita, sua mãe o havia ensinado muito bem.

“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”, disse a feminista Simone de Beauvoir. Discordo deste pensamento em 180 graus. Diria que toda mulher nasce mulher, mas são raras as que se tornarão mulheres virtuosas, dotadas de talentos desejáveis por todos e dignas de realeza. As virtudes de uma mulher sobrepujam todos os aspectos exteriores. Algumas mulheres esbanjam uma formosura superficial, possuem belos corpos, são atraentes e priorizam a sedução no modo de falar e vestir, contudo no seu interior a muito perdeu a pureza adequada a uma joia, a peça rara que deveria ser de ouro maciço é apenas uma bijuteria que rapidamente perde seu valor e está acessível a qualquer um.

A mulher de Provérbios 31 possui, acima de tudo, qualidades que partem do interior e se manifestam no exterior. Seu valores adquiridos pelo ensinamento dos seus pais a respeito da lei de Deus são enxertados no seu interior lhe conferindo, valor, confiança, amabilidade, pureza, brilho, dureza, força, beleza, sabedoria que são virtudes contempladas por qualquer pessoa que dela se aproxime. “A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações” (Provérbios 31.25).

Nos nossos dias o feminismo tem feito das mulheres bijuterias que possuem beleza, graça, sensualidade, simpatia, mas que são vestimentas superficiais, enganosas e de baixíssimo valor. O feminismo entrega as mulheres ao sexo irresponsável, à impureza e à corrupção do seu ser, e lhes diz: “agora vocês são iguais aos homens”. Mas em que estas mulheres que aderem a tal movimento se tornaram iguais aos homens? A observação empírica do feminismo é que a “qualidade” mais buscada pelo igualitarismo feminista nos homens é a imoralidade deles. É nisso que as feministas da atualidade buscam na sua luta travada com os homens. E você, como mulher, o que busca? Bijuterias ou pedras preciosas?

Talvez você, que leu este breve artigo, tenha observado que vários aspectos da sua vida não se encaixam na vida de uma mulher virtuosa, segundo o padrão de Deus para a humanidade. No entanto, não importa a sua idade, não é tarde para você ser trabalhada pelo Lapidador Celeste, o Senhor Jesus Cristo. Ele é capaz de expor a você os seus pecados ao ponto de você não conseguir impedir que ele lapide o seu coração de pedra e o transforme em um coração de carne sensível ao Espírito Santo e a sua Lei. Entregue o seu caminho a Cristo e você refletirá a luz de Deus na sua vida de tal forma que ofuscará qualquer diamante.

Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada” (Provérbios 31:30).

Guilherme Barros

sábado, 26 de janeiro de 2013

Filhos? É melhor um cachorrinho!



A muito tenho atentado para esta questão, apesar de não ter escrito nada a respeito. Sempre que assisto TV, o que não faço com tanta freqüência, vejo pessoas que criam seus animais como se fossem crianças e até numa posição mais elevada do que a posição de um filho. Enchem de presentes desnecessários, fazem festas de aniversário com comidas especiais, vestem roupas e até colocam calçados para leva-los a um passeio na rua. Existem até “salões de beleza” especializados para tal. Com certeza este é o motivo pelo qual as empresas de pet shop crescem tanto no nosso país.
Outro dia estava assistindo um programa de TV a Cabo chamado Missão Pet. Trata-se e um domador que animais domésticos que visa sanar as dificuldades entre os bichos e seus donos, quase uma Super Nany. Neste programa vi um casal que criava um bulldog como se fosse um filho e, tanto a rotina do casal como o planejamento futuro deles eram baseados em função do cão. O curioso é que eles queriam ter um filho, mas não sabiam quando o cachorro estaria preparado para lidar com a situação. Achei muito engraçado no momento, contudo vejo uma tragédia por trás disso tudo.
É comum, em nossos dias, pessoas criarem bichos como se fossem gente e a tragédia que vejo nisso é o colapso moral que nossa sociedade está mergulhando. Para o modelo de sociedade atual existem muitas vantagens em criar cães, gatos, pássaros, ratos, cobras, iguanas, furões, etc. em relação a criar filhos. Animais não raciocinam, portanto jamais questionaram seus donos. Animais também vivem (em geral) bem menos que um ser humano o que isenta seus donos de uma responsabilidade permanente. Animais domésticos raramente, ou com bem menos frequência que os humanos, atacam seus responsáveis mortalmente.
Nosso país tem taxas de assassinatos altíssimas, foram cerca de 50 mil ano passado (leiatambém). Matricídios e parricídios estão inclusos. Outro crime que vem crescendo extraordinariamente em nosso país é a agressão contra o idoso.  Esta situação reflete a desintegração da célula máter da sociedade, a família. Uma Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde nos revela que dos 93 mil idosos que são internados todos os anos no Sistema Único de Saúde (SUS), 27% são vítimas de violência. Em 2007, 116 mil pessoas acima dos 60 anos foram agredidas no Brasil, segundo dados do Governo Federal. Outro dado nos mostra que 12% dos 18 milhões de idosos brasileiros já sofreram maus-tratos e o mais assustador é que, 54% das agressões são causadas pelos próprios filhos dos idosos (Portaldo Envelhecimento). Até o momento nunca soube de um cão ou gato que matou sua própria mãe. Assim é bem mais vantajoso criar um bichinho. Eles não vão bater em você quando você estiver bem velhinho.
            Olhando para dados como estes fica evidente que o nosso Brasil vai de mal a pior. Os filhos já não são mais desejados como Salomão assim cantou:
Herança do SENHOR são os filhos;
o fruto do ventre, seu galardão.
Como flechas na mão do guerreiro,
Assim os filhos da mocidade.
Feliz o homem que enche deles a sua aljava;
Não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos a porta.
            Os Filhos são o sinônimo de uma bênção sem igual dada por Deus, mas não são os bichinhos que estão destruindo tal bênção. O que a destrói e destrói a nossas sociedade é que estamos entregando a educação dos nossos filhos ao governo. Nossas mulheres, ludibriadas pelo pensamento progressista e feminista, desejam acima de tudo igualdade, independência, liderança e libertinagem sexual, e isto lhes consomem o tempo para o desejo de ser mãe e sustentadora do lar. Por outro lado os homens são cada vez mais frouxos, não entendem o seu próprio papel e passam suas vidas presos aos videogames, noites de farra e irresponsabilidade; não são homens o suficiente para assumir um compromisso sério de matrimonio e muito menos para ter filhos. Tais coisas contribuem para o crescimento do aborto que é a fuga de uma responsabilidade por meio de um assassinato.  
            Precisamos voltar aos fundamentos sólidos da Palavra de Deus se quisermos uma sociedade justa, com famílias bem ajustadas e que desejam crescer em número e em qualidade. Acho essa não é bem a intenção daqueles que governam nosso povo...

Família Duggar

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Hipocrisia de Judá


    Hipócrita é a qualidade daquele que assume temporariamente um papel ou uma personagem que não condiz com o seu caráter e personalidade. Em outras palavras, o hipócrita é um verdadeiro ator que possui uma máscara a fim de impedir que os outros vejam quem de fato ele é.
    Judá o quarto filho de Jacó também vestiu uma máscara para encobri o seu pecado. A Bíblia nos mostra de maneira clara sua hipocrisia. Em Gênesis 38 é narrada a história do relacionamento de Judá com sua nora Tamar. Aconteceu que Tamar, após a morte de seu marido foi enviada para casa de seu pai para ali permanecer na sua viuvez até que o filho mais novo de Judá se tornasse adulto para casar-se com ela e cumprir a lei do levirato. Tamar, temendo que tal lei não fosse cumprida, se disfarçou de prostituta e se pôs no caminho que Judá passaria. Judá se relacionou sexualmente com Tamar (sem saber que era a sua nora) e deu por garantia de pagamento seu selo, seu cordão e seu cajado. Tais objetos identificavam facilmente o seu dono. Tamar, entretanto, voltou a casa de seu pai e se pôs novamente em sua viuvez. Judá, porém, tentou fazer o pagamento a prostituta, contudo não mais a encontrou, e temendo que descobrissem o seu adultério, afirmou: “Que ela guarde para si, para que não nos tornemos em opróbio” (Gn 38.23). Passados três meses, Tamar foi descoberta grávida e acusada de adultério, e foi aí que o ponto alto da hipocrisia de Judá apareceu. Judá se pôs no lugar de Juiz e anunciou sua sentença: “Tirai-a para fora para ser queimada” (Gn 38.24). Mas Tamar, que havia guardado os objetos de Judá, revelou a todos que o verdadeiro criminoso era Judá mostrando-lhes os objetos que o identificavam. E aquele juiz mascarado tornando-se imediatamente réu, afirmou: “Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho” (Gn 38. 26a).
    Todo homem tem a sua medida de hipocrisia. Todos nós cometemos pecados (Rm 3.23) e os encobrimos; nós colocamos máscaras sobre máscaras em nossos rostos. E muitos de nós ousamos, como Judá, nos tornar como juízes. Mas até quando? Até que sejamos desmascarados.  E ser desmascarado nesta circunstância é o mesmo que ser envergonhado. Não podemos carregar nossas máscaras para sempre, pois um dia estaremos frente a frente com o Pai, o Justo Juiz. Um dia estaremos diante do grande trono branco, no qual o Cordeiro estará assentado e julgara a todos.
    Judá demonstrou arrependimento pelo seu ato, “ele nunca mais a possuiu”, diz a Palavra (Gn 38.26b). Assim também todo homem necessita confessar o seu pecado ao Senhor e arrepender-se. E, como disse Martinho Lutero, “Não voltar a fazer determinada coisa é a essência do verdadeiro arrependimento”. Confessemos os nossos pecados a Deus e produzamos frutos dignos de arrependimento, pois “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9). “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda” (1 Jo 2.28).

Guilherme Barros
Leia Também:
O Culto Agradável a Deus
Quem pode te livrar da maldição?  


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Queremos Cristo, não Peixes!



     Pedro, Tiago e João estavam exaustos juntos as margens do Mar da Galileia após uma noite de trabalho sem êxito. Sem saberem, a frustração de todos estava para ter fim. Cristo entra no barco de Simão, chamado Pedro, e manda que se afaste um pouco da praia, em seguida manda que lancem as redes. Pedro evita cumprir a ordem de imediato, pois tinha consciência de que o trabalho de uma noite da sua companhia de pesca havia sido em vão, mas sob a ordem de Jesus as redes foram lançadas. O resultado não podia ser outro senão uma pesca bem sucedida sob. (Lucas 5.1-11)
Foram tantos os peixes que as redes rasgaram, eles pediram ajuda e encheram dois barcos ao ponto de quase afundarem. Mas o que mais chama a nossa atenção é primeiramente que eles entenderam quem estava com eles na pescaria, Pedro diz: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador.” (Lucas 5.9). Pedro e seus amigos entenderam que Jesus era um santo que estava junto a pecadores. Em segundo lugar entendemos que o Senhor Jesus, ainda que puro, se utiliza de pecadores, os purifica e faz com que produzam frutos e lhes chamam para sejam pescadores de homens (Lucas 5.10). Em terceiro e último lugar, os três entenderam que o melhor é está ao lado de Cristo,  do que usufruir das bênçãos que se esgotam nesta vida, diz o texto: “arrastando, eles, os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram” (Lucas 5.11).
Isso nos faz nos faz pensar sobre a maneira como temos seguido a Cristo. Será que queremos apenas os “peixes” que ele tem para nos oferecer? Ou será que queremos de fato segui-lo? Seguir a Cristo significa trabalho duro; arrastar redes pesadas ao ponto de se rasgarem, arrastar barcos carregados de peixes e está pronto para deixar de lado todo esforço do trabalho a fim de caminhar junto ao Mestre. Pedro, Tiago e João disseram com suas ações: “Queremos Cristo, não peixes!”. E nos o que dizemos?
Sejamos de fato seguidores de Cristo e acumulemos tesouros no céu, que não apodrecem, onde a traça e o ferrugem não corroem. Façamos o que ele nos manda, praticando o amor, a santidade, sendo pescadores de homens, desviando-nos do mal, pondo nossas mãos no arado sem desejo de voltar atrás. 


Guilherme Barros

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Por que comemorar o Natal?




Em nossos dias é crescente o número de cristãos que rejeitam as festividades natalinas talvez por temor de estarem descumprindo algum preceito das Escrituras, ou porque dizem por aí que nos dias de Roma era uma festa pagã ao deus sol, ou ainda porque Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro propriamente dito. No entanto, apesar de não existir nenhuma instituição bíblica para que comemoremos o nascimento do Senhor Jesus Cristo, não podemos negar o fato de o dia natalício do Menino Jesus foi completo por uma noite festiva providenciada pelo Pai. Tal festa não poderia ser mais magnífica do que homens e anjos louvando o Deus-Conosco, Emanuel.
E o anjo disse aos pastores: “Não temais; eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: que encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2.10-14).  E a festa continuou depois que os pastores encontraram Cristo e contaram tudo o que havia acontecido com eles. “Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado” (Lucas 2.20).
Apesar de não haver espaço para Maria dar à luz numa estalagem, o Pai providenciou um humilde coxo e de glória e de honra o encheu. Eis a excelência do natal e a resposta ao clamor de Asafe: faze resplandecer o teu rosto e seremos salvos (Salmo 80.3,7,19). O Senhor do Universo fez resplandecer a plenitude do seu ser num pequenino coxo. Deus de fato “escolheu as coisas humildes deste mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co 1.28,29).
Este acontecimento certamente é um dia memorável e digno de honra. Não é a toa que a Palavra relata seus detalhes. Não importa se não se preservou na História o dia exato deste feito ou se os lideres romanos se utilizaram deste dia para substituir um culto pagão durante o período da cristianização do Império Romano. O importante é que destacamos um dia para lembrarmos e comemorarmos o nascimento do Menino Deus.
Não importa se os pagãos dos nossos dias cultuam os “noéis” que descem as suas   chaminés fictícias (no caso do Brasil) e se entregam ao consumismo exacerbado. Nós cristãos devemos utilizar essa data como um meio de comemorar Cristo no seu nascimento e nos alegrar sobremaneira nEle, assim como os pastores juntos ao exército de anjos fizeram. É um dia especial para que todos os crentes festejem e lembrem-se, que, pelos olhos da fé, nós vimos a salvação de Deus preparada por ele para todos os povos. É um dia para cantarmos como Simeão assim o fez (Lucas 2.29-32) ao oitavo dia do nascimento de Cristo e anunciarmos a Paz que somente possuem aqueles que amam o Salvador.
Mas para nós cristãos que essa data também sirva de renovação do nosso compromisso de proclamar ao mundo que temos paz com Deus e que seus inimigos podem gozar desta paz quando reconciliados por meio do Salvador, Jesus Cristo. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).
Cristãos não deixem no escanteio esta tão maravilhosa festa. Antes festejemos com alegria e mostremos ao mundo a verdadeira paz que só se encontra em Cristo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Pior Seca da Humanidade


Propriedade na zona rural de Manari em julho de 2012
            
“Os seus mais ilustres enviam os pequenos a buscar água; vão as cisternas, e não acham água; voltam com os seus cântaros vazios; envergonham-se e confundem-se, e cobrem as suas cabeças. Por causa da terra que se fendeu, porque não há chuva sobre a terra, os lavradores se envergonham e cobrem as suas cabeças.” (Jeremias 14.3-4 ARC)
            Faz alguns meses que o sertão nordestino padece em meio a seca que é vista como a pior dos últimos 40 anos. Tive oportunidade de ir ao sertão do estado de Pernambuco no mês de julho até a cidade de Manari (sertão do Pajeú) quando a seca ainda estava no seu estágio inicial. Apesar disso a cena já era assoladora. Animais mortos de fome e sede nas margens das estradas, açudes e barreiros vazios, terra rachada de sede e o sertanejo que àquelas alturas já clamava ao ver suas últimas reservas secarem.
            Esta situação, que já era difícil de ver, vem se tornando ainda pior. No entanto, esta não chega aos pés da pior seca espalhada sobre a humanidade, pois tal acontecimento está infiltrado e muitas vezes escondido por trás máscaras diante de nós. São vidas secas que jazem assim, quer chova em abundância quer brilhe o sol. Vidas que apesar de riqueza, fartura e prazeres são desprovidas de uma fonte de alegria e vida perene. É isso que encontraremos por onde andarmos pela face da terra.
            Por outro lado, mesmo viajando a lugares geograficamente áridos encontramos pessoas que apesar das provações e dificuldades como a falta d’água e comida são como uma “árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha...” (Salmo 1.3). Isso porque um dia eles beberam a água viva entregue pelo Senhor Jesus Cristo a eles e receberam dEle a promessa que diz: “aquele, porem, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4.14).
            Como é bom ser tornado como uma árvore que dá frutos perenes! Como é bom ser como uma fonte a jorrar para a vida eterna!
            É como fontes a jorrar que todos aqueles, que receberam a salvação em Cristo, são chamados a viver. Precisamos servir como instrumentos produtores de vida que matam a sede daqueles que estão em volta. O dever da fonte é oferecer água ao que tem sede. Portanto, não tenhamos medo e não sejamos tímidos, pois o Senhor nos revestiu de autoridade. A sua palavra nos diz: “O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares secos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam” (Isaías 58.11). Isto com certeza basta para nosso sustento eterno. Então, o que mais queremos? Do que mais precisamos para cumprir o nosso papel? Ele já nos deu tudo; saciou a nossa sede e nos deu descanso. Prossigamos pois, sem medo, aos lugares áridos!


Interior da casa mostrada na foto acima


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Programa Amor & Sexo e o Pastor Esquizofrênico



Há algum tempo o Reverendo Marcos Amaral, infelizmente da Igreja Presbiteriana do Brasil, a qual eu faço parte, vem aparecendo na Rede Globo e de forma polêmica, expressando opiniões contrárias a as Escrituras e aos Símbolos de Fé.
De antemão gostaria de falar um pouco sobre o programa Amor & Sexo. Qualquer leigo que assista ao programa pode perceber intenções pecaminosas e imoralmente tendenciosas no que se diz respeito a: uso de preservativo, sexo livre, aborto, homossexualismo, feminismo, etc. Como cristãos, podemos resumir a proposta do programa com uma única expressão a demonização do amor.
O Amor só deixa de ser um demônio quando deixa de ser um Deus”, disse C.S. Lewis citando, em Os Quatro Amores, o autor moderno Denis de Rougemont. Por meio desta breve citação podemos entender que o programa eleva o amor à condição de um Deus que define leis e juízos; que dita nossas regras; que é soberano sobre tudo, até mesmo sobre Deus que é o seu autor. Fazem da criatura o Criador. Portanto o amor sendo idolatrado e elevado à condição de deus torna-se demônio.
Mas o programa “global” tem cumprido exemplarmente do seu papel de servir ao “deus deste século” e cegos de entendimento e sem o resplandecer da luz do evangelho da glória de Cristo, pois eles “mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura que o Criador, que é bendito eternamente” (Romanos 1.25). Entretanto o pastor Amaral busca a utopia ecumênica e irracional (ou racionalmente mal intencionada), de unir luz e trevas.
No programa do dia 08 de dezembro de 2011(clique e assista) o pastor entrou numa polêmica sobre o uso de camisinha e respondeu de forma esquizofrênica quando questionado qual nota daria ao homem que pratica sexo sem compromisso matrimonial: “eu dou nota zero para ele como religioso, como pastor presbiteriano, e dou nota cinco como cidadão”. E a pergunta que fazemos reverendo é: o senhor realmente compreende o que é ser cristão? Gostaria de responde-lo com uma citação do grande teólogo holandês Abraham Kuyper: “Uma religião limitada a sentimento ou vontade é, portanto, impensável para o calvinista (Kuyper define calvinista como sinônimo de cristão). A sagrada unção do sacerdote da criação deve descer para sua barba e para a orla de sua vestimenta. Todo seu ser, incluindo todas as suas habilidades e poderes, deve ser impregnado pelo sensus divinitatis*, e como então poderia ser excluída sua consciência racional, - o logos que está nele, - a luz do pensamento que vem de Deus para iluminado?” (Kuyper, Calvinismo). Em suma Kuyper defende o princípio bíblico que, “onde quer que o homem possa estar, tudo quanto possa fazer, em tudo que possa aplicar sua mão..., ou pensamento no mundo da ciência e da arte, ele está, seja no que for, constantemente posicionado diante da face de seu Deus, está empregado no serviço do seu Deus, deve obedecer estritamente o seu Deus e, acima de tudo, deve objetivar a glória de Deus”.
Não podemos, senhor Marcos Amaral, separar nossa vida religiosa da nossa vida social. Nós, acima de tudo, somos cristãos onde quer que estejamos. “Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, tudo seja feito para glória de Deus” (1 Coríntios 10.31). Separar nossa vida religiosa da social é como ir ao psiquiatra e receber o atestado de esquizofrênico; é colocar a igreja como um ponto de ruptura que nos separa do mundo a nossa volta.
Como cristãos não podemos comungar com as obras infrutíferas das trevas, antes, porém, devemos reprova-las, sendo colunas e baluartes da verdade por meio do Senhor Jesus Cristo.
Jesus jamais encobriu pecados, antes os expôs contra a luz da Lei, para que homens vissem o quanto estão tomados e pecados e busquem arrependimento. João Batista pregou dizendo: “Arrependei-vos porque está próximo o Reino dos Céus”, e também disse “está posto o machado a raiz das árvores; toda a árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mateus 3). Jesus, por sua vez confirmou a mensagem de João e a cumpriu. “Arrependei-vos, porque é chegado o reino de Deus” foi a sua mensagem.
Precisamos nos apegar a Verdade e pregar sem medo e omissão todo o Conselho de Deus. Ainda que sobe pena de sermos perseguidos não podemos nos conformar com este século como o costume de alguns.

Há poucos dias o Pastor Marcos Amaral se envolveu em mais uma polêmica no mesmo programa, caso queira ler sobre o assunto leia o texto Programa Amor & Sexo traz polêmicopastor presbiteriano para opinar sobre homossexualismo.
*Sensus Divinitatis: Senso natural que todo ser humano possui a respeito da existência da divindade.
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Bibliografia
KUYPER, Abraham. Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. 208 p.
LEWIS. C. S. Os Quatro Amores. São Paulo: Martins Fontes, 2005. 195 p.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Uns Confiam em Carros, outros, em Cavalos...



Para muitos, especialmente no estado de Pernambuco, as eleições se findaram. Graças a Deus por isso! E que o Senhor conduza os eleitos do povo conforme sua vontade para alegria ou para juízo do povo.
            Durante os meses que antecederam as eleições houve de tudo em minha cidade. Carreatas, passeatas, jingles que não saem da cabeça do tipo: “... quem vive de passado é museu, caranguejo é que anda pra traz...”. Sei que isso acontece em praticamente todos os municípios, mas não é isso que preocupa. É notável o crescente envolvimento das igrejas cristãs com a política. Muitos pastores e padres fecham acordos de campanha buscando apoio do governo para suas denominações ou visando ganhar notoriedade e poder como cabos eleitorais expressivos. Enquanto isso acontece muitos crentes que trabalham para o governo em cargos comissionados ou que almejam uma função oferecida por qualquer dos candidatos, apostam suas fichas e se dedicam a campanha. Isso não estaria errado, e até é digno que crentes se envolvam com a política se querem de fato lutar por algo justo e honesto diante de Deus. Entretanto o que é preocupante é que a motivação para tanta euforia se chama MEDO.
            O medo aqui expressa a desconfiança de muitos crentes no seu Deus e a confiança no poderio mundano. Muitos dos quais são extremamente corrompidos. Tememos cada vez mais os carros e cavalos de Faraó. Tememos o que eles podem fazer e o que eles podem deixar de fazer. Daí nós olhamos com desejo para as para as panelas de carne dos egípcios, como fizeram os hebreus murmurando no deserto: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar!” (Êxodo 16.3).
            Para os que agem assim logo vem o pagamento em angústia, e ainda maior medo quando os carros e cavalos dos egípcios são tragados pelo mar; quando a confiança depositada em coisas passageiras é tragada num único dia.
            O cristão deve colocar sua confiança unicamente em Deus. É somente ele que nos sustem com o seu rico maná, com suas bênçãos diárias sobre nós e nossas famílias. Os quarenta anos no deserto serviram para ensinar o povo hebreu quem é o Deus dos Exércitos e em quem se deve temer e desejar.
Muitos cristãos cometem o erro e confiar nas coisas passageiras dessa vida. Confiam em mandatos, empregos, riquezas, empresas, e em si próprios, mas Deus corrige o seu povo e lhes diz: “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!”(Jeremias 17.5). Sem dúvidas muitos cristãos são vêem seus cavalos e carros sendo afogados no Mar Vermelho; seus mais preciosos tesouros extintos num piscar de olhos. Com certeza se você é um destes abra seus olhos para a correção paterna peça perdão e diga como Davi: “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriamos no SENHOR, nosso Deus” (Salmo 20.7).

BENDITO O HOMEM QUE CONFIA NO SENHOR E CUJA ESPERANÇA É O SENHOR. PORQUE ELE É COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO ÀS ÁGUAS, QUE ESTENDE AS SUAS RAÍZES PARA O RIBEIRO E NÃO RECEIA QUANDO VEM O CALOR, MAS SUA FOLHA FICA VERDE; E, NO ANO DE SEQUIDÃO, NÃO SE PERTURBA, NEM DEIXA DE DAR FRUTO (Jeremias 17.7,8).