sábado, 17 de janeiro de 2015

Somos PÓ

Como homens nunca podemos esquecer esta verdade: Somos pó.

Quando varremos nossas casas ou espanamos nossos móveis lançamos para fora o tão indesejável pó. Ao vermos no final da faxina aquele monte de sujeira na pá, que em breve vai à lixeira, quase nunca, ou mesmo jamais, passa pela nossa mente que somos constituídos pelos mesmos elementos os quais desejamos nos ver livres.

Geralmente nos esquivamos dessa realidade (real fragilidade). Temos uma visão sobremodo elevada de quem nós somos e nos esquecemos dos reais elementos que compõem a nossa matéria. Por mais baixa que seja a nossa estima raramente, ou quase nunca, tomamos consciência de que somos o pó que contaminou a terra e a fez maldita. A soberba é cada vez mais constante e nós buscamos sempre erguer monumentos para si, como fez Saul após vencer os amalequitas (1 Samuel 15).


O pecado sempre é uma falha tentativa de nos elevarmos da condição de pó até a condição de Deus. Como disse a enganadora serpente no Éden: “...no dia em que dela comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.6). E os nossos olhos foram abertos, assim também nossos corpos foram abertos à corruptibilidade. Tal conhecimento é insuportável à nossa estrutura física. O mal nos faz perecer; nos faz voltar a ser pó; nos descria, pois não fomos criados para conhecê-lo, visto que tal conhecimento trás consigo a nossa destruição. E apesar de termos nos tornado como Deus (conhecedores do bem e do mal), não nos tornamos iguais a Deus que tem o poder inerente ao seu ser de conhecer o mal e até mesmo ordená-lo sem que seja corrompido por ele. Nós, pelo contrário, corrompidos somos, pó somos.

Penetras no jantar de Cristo

     Os momentos de refeição estão entre as situações mais particulares de uma família. Não convidamos qualquer pessoa para comer conosco, apenas os mais chegados se assentam em nossas mesas. Quando desejamos um momento de comunhão entre amigos ou colegas de trabalho geralmente preparamos refeições. De fato esses instantes particulares com convidados seletos nos aproximam e evidenciam a fraternidade que temos uns com os outros.
            No entanto, os jantares e almoços, os quais participamos, também são reveladores. Podemos observar o quanto uma relação social é saudável pelo modo como os envolvidos interagem enquanto se alimentam. Numa família saudável um jantar, mais do que saciar a nossa fome, sacia o nosso desejo de se relacionar com os nos pais, irmãos e agregados. Mas quando alguma coisa vai mal o silêncio, a discórdia e o egoísmo toma conta e não sentimos o real sabor dos alimentos e das relações humanas afetivas que nos satisfazem. Toda aquela alegria vai embora e as diferenças se tornam evidência.
            A ceia da igreja de Corinto revelou ao apóstolo Paulo uma igreja dividida, egoísta e que se ajuntava para pior e não para melhor. Uma igreja onde cada um visava os seus próprios interesses; onde cada um tentava escolher a melhor e maior parte nas refeições, de modo que no seu jantar havia uns que passavam fome, enquanto outros se embriagavam (1 Co 11.21). Por esse motivo Paulo os anuncia: “Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis.” (1 Co 11.20).
            O jantar dos coríntios não representava a família saudável; a igreja sã que se relaciona com Cristo. Pelo contrário, boa parte deles era como penetras no jantar de Cristo. O penetra é aquele que não está interessado no que o anfitrião pensa, ou em se relacionar com os convidados e com os que oferecem aquele momento, mas a única coisa que cabe em seus pensamentos é o seu próprio desejo carnal. A inveja, o egoísmo, a discórdia, a gula, a difamação, a falta de discernimento são partes do seu ser que se evidenciam num momento assim.
            A falta de relacionamento com Deus é a marca de muitas igrejas em nossos dias. Crentes que, como os coríntios, embriagados em seus pecados, se acham no direito de assentar na mesma mesa de Cristo e cear com ele. Crentes que vão ao jantar de Cristo para prestar satisfação aos homens e não pelo desejo de contribuir com a unidade da igreja, muito menos pelo anseio de se tornar mais íntimos de Cristo. Para estes é que Paulo diz, “Não é a ceia do Senhor que comeis”.
Não! Não jantaremos com Cristo, o nosso Senhor, enquanto não aprendermos a discernir quem somos, quem Cristo é, e para que fomos convidados. Somos convidados, não para enchermos a nossa pança de vinho e pão, mas para enchermos a nossa vida com os palavras do Anfitrião que alimentam o nosso ser e preenchem a nossa alma de alegria.

“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma o pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem” (1 Coríntio 28-30).

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ouvi a Voz de Deus

Oh! Que manhã gloriosa em minha vida
              Após uma noite de escuridão,
Apenas havia trevas e o mal proliferava...
             Ondas de crimes...
                             Crimes e mais crimes eram praticados...
             Ódio pelo ódio que matava o próximo
                              Em casa, ruas e nos campos de batalha.
             E, eu apenas dormia.
                              Enquanto a corrupção moral crescia...
             Nas famílias que se divertiam
             Em salões de festa, noites de orgia,
             Onde dançavam, comiam e bebiam...
             Os desejos carnais prevaleciam,
E, eu apenas dormia.
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Oh! Que manhã gloriosa em minha vida
               Quando o SENHOR me despertou!
Era o sono da aparente inocência,
                               do comodismo, da indiferença
                Que procura fugir da responsabilidade.
E, talvez como o profeta Jonas
                No porão do navio para Tarsis
                Fugindo da voz de Deus, dormia.
Era o sono apático do pecador insensível à voz do SENHOR.
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Oh! Que manhã gloriosa em minha vida
               Quando o SENHOR me acordou!
Despertei desse sono desesperador!

                Ouço agora a voz da natureza,
                               No cântico dos pássaros que gorjeiam,
                               Nas gotas da chuva que regam a terra.
                               No sussurrar da brisa de uma manhã
Que raiou, enchendo-me de luz e resplendor!
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Ouço, agora a voz de DEUS a chamar-me!
                               Qual jovem Samuel, também respondo:
                               "Fala SENHOR, porque o teu servo ouve".
Ressoa em a voz de Cristo a comissionar:
                                - "Ide e pregai o Evangelho a essa multidão
                                             desgarrada, quais ovelhas perdidas;
                                - Ide e anunciai o meu amor no Filho amado
                                             que derramou o Seu sangue remidor;
                                - Ide e proclamai o vero perdão
                                             que alcança o mísero pecador".
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Oh! Que manhã gloriosa,
                                Quando me despertou o SENHOR DA GLÓRIA!


Rev. Cephas e sua esposa Marlene.
                                 
                           
   (Manhã inspirativa: 11.08.85.
    Autor: Rev. Cephas Reinaux de Barros).

VIDA

   A vida seria tão simples sem pecado. Tão simples que vida sem pecado se chama vida. Só experimentamos a vida quando somos completamente limpos e libertos do nosso pecado. Quando isso acontece nós entramos para a vida.

   Quando recebemos vida deixamos de apenas existir, vivemos. Adquirimos relacionamento pessoal com o Criador que abundantemente nos concede a vida expiando de nós todo o pecado.

   "Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (João 1.7-9)


Guilherme Barros

domingo, 20 de abril de 2014

Fruto do Espírito, Evidência da Predestinação


 Fruto do Espírito, Evidência da Predestinação
    Sou presbiteriano, ouço o ensino da predestinação desde a minha infância, e por mais ensino que exista sobre a doutrina dos Decretos Eternos de Deus é costumeiro ouvir alguns irmãos dizerem, enchendo o peito, a seguinte exclamação: “Eu sou predestinado!”.

   Não há problema algum em você dizer de si mesmo que é um predestinado* – desde que você seja um. A grande questão, que é a causa da minha indignação neste texto, é que boa parte dos que gritam para todo mundo ouvir “– Eu sou predestinado!” geralmente o fazem para mascarar uma vida pecaminosa, como se dessa frase emanasse algum poder mágico que sopra em suas mentes o seguinte pensamento: “Não importa o que eu faça, que tipo de vida eu leve; se estou ou não em comunhão com Cristo e com a Igreja, Deus não tem escolha, afinal ele já me elegeu ao Paraíso, assim, faça o que eu faça a Terra Prometida já me pertence”. Tomados desse pensamento muitos caminham mesmo preordenados ao fervente Lago de Fogo destinado para o Diabo e seus anjos, ao invés da Eternidade com Deus.

   Os verdadeiros eleitos de Deus para a salvação depositam a sua confiança exclusivamente em Cristo, na certeza de que ele nos elegeu antes da fundação do mundo a fim de nos livrar das nossas más obras; da nossa pecaminosidade já providenciando antes da fundação do mundo as boas obras e o fruto do Espírito Santo, afim de que os seus eleitos andassem neles. Assim diz Paulo aos Efésios: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor... desvendando-nos o mistério da sua vontade segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo... nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.” (Ef 1.4,9,11) e ainda: “Pois fomos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.10).

   Em Gálatas 5, o Apóstolo Paulo nos apresenta uma lista de atributos que possuem aqueles que são de fato predestinados de Deus. Essa lista é chamada de Fruto do Espírito e a compõe as seguintes qualidades individuais: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gl 5.22,23) e conclui afirmando, “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25). Não há como viver em Cristo e continuar andando nas trevas, não há como servir a dois senhores, não há a possibilidade de andar no Espírito e passar uma vida inteira produzindo frutos podres.

   Como disse, existem muitos na igreja gritando aos quatro ventos: “ – Eu sou predestinado!”, quando suas conhecidas obras são: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas...” (Gl 5. 20,21). Para estes a conclusão de Paulo é clara: “...não herdarão o reino dos céus os que tais coisas praticam” (Gl 5.21). 

   Não somos salvos pelas boas obras, mas certamente, como eleitos de Deus, elas nos
foram postas em nossas mãos a fim de que nós as executemos, e assim, a glória de Cristo seja manifesta a este mundo.

Guilherme Barros

terça-feira, 1 de abril de 2014

#EuNãoMereçoSerEstuprada

Acho que não é preciso dizer que sou contra o estupro, o que de fato sou. No entanto, sem querer retirar ou abrandar a culpa de qualquer um criminoso, com certeza os estupradores não cometem o primeiro estupro sem antes cobiçar as suas vítimas, e a partir daí buscar pelos meios legais, antes de cometer o crime, se aproximar o máximo possível satisfazer esse desejo.

Nossa sociedade a cada instante perde o sentimento de vergonha, ou seja, o pudor. Pudor este que surge desde o primeiro pecado de nossos pais Adão e Eva que, ao pecarem, logo perceberam a gravidade do crime que haviam cometido contra Deus e se envergonharam, diz o texto Sagrado: "Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si." (Gênesis 3.7).
Todos pecamos, mas esta problemática humana é levada as piores consequências quando perdemos a vergonha de pecar; quando geramos uma sociedade despudorada, que ama a imoralidade. Isso se dá pela perda dos valores cristãos e a substituição deles pelo que cada um deseja fazer com o seu próprio corpo. As leis do nosso pais, em grande parte, são baseadas nos valores do Cristianismo e são, em sua origem, aplicáveis a toda a população. Atualmente as leis estão sendo individualizadas, ou seja, cada vez mais dirigidas a grupos específicos (mulheres, crianças, idosos, homossexuais...) e isso me faz lembrar os hebreus que nos período dos Juízes viveram um caos social no qual cada indivíduo fazia o que era bom aos seus próprios olhos (Juízes 21.25). Nossos país não está longe disso. Com tantas leis ou vamos todos parar no xadrez ou vamos todos fazer o que der na cabeça.

Como disse, o indivíduo que comete um estupro, antes de fazê-lo, o cobiça, o deseja, o planeja. Antes de comer do fruto proibido Adão e Eva se aproximaram da árvore, desejaram o fruto que foi oferecido pela serpente e somente depois o comeram (Gênesis 3). Os modos desavergonhados desenvolvidos pela nossa sociedade, através de vestimentas ousadas, músicas que explicitam o sexo,  revistas, livros e filmes pornográficos contribuem para o aumento dos estupros e dos crimes sexuais, pois levam os homens e as mulheres a desenvolverem pensamentos sexuais ilícitos e impulsionam os indivíduos a concretizar seus pensamentos. Como disse a ex-primeira ministra britânica Margareth Tatcher: “Vigie seus pensamentos, pois eles se tornam palavras. Vigie suas palavras, pois elas se tornam ações. Cuidado com suas ações, porque elas se tornam hábitos. Cuidado com seus hábitos por que eles formam seu caráter. Vigie seu caráter, pois ele será o seu destino. O que pensamos nos tornamos."  

E se perguntarem se o modos de vestir influenciam na conduta sexual de homens e mulheres, isso é o óbvio que já foi cantado na tão conhecida e antiga música "Biquini de Bolinha Amarelinha". Mas duas perguntas devem ser levadas em consideração: o que leva mulheres e homens a se vestirem de um modo incasto, voluptuoso, impuro, senão para chamar a atenção do sexo oposto?  Será que certos tipos de roupa, além de chamarem a atenção do sexo oposto são tão mínimas que convidam o sexo oposto para um ato sexual? Pessoas que se vestem assim passam a mensagem por onde andam, "Quero fazer sexo". Ainda que, sendo estuprada, essa pessoa se torne uma vítima desse crime tão cruel, o modo de vestir de muitos outros indivíduos têm estuprado a mente de muitos homens e mulheres todos os dias como um crime escondido, silencioso e impune pelas leis humanas.

INDICO ALGUNS VÍDEOS CONTENDO RELATOS DE ALGUNS ESTUPRADORES



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Essência da Vangloria

Quem há de se vangloriar diante de Deus?
Diante do Deus que não possui vangloria, mas sim a glória que é inerente do seu ser, pois Ele é o que é e ninguém pode acrescentar ou diminuir um cisco que seja à sua glória, quem há de se vangloriar?
Ao contrário de Deus, nós podemos nos vangloriar e fazemos isso o tempo inteiro. Quando passamos uma falsa imagem de quem somos para as outras pessoas ou quando tentamos atribuir poder a nós por quaisquer motivos que sejam, por meio daquilo que temos em nossas posses, do cargo que ocupamos, do título que possuímos ou de quem somos parentes, toda vez que fazemos algo desse tipo estamos nos vangloriando diante dos homens. O homem, em si mesmo, jamais possuirá a glória como seu atributo inerente, mas, apesar de parecer cômico, tentamos nos exaltar fazendo uso de coisas que são vãs, vazias, passageiras e sem valor significativo, a fim de adicionar a nós mesmos alguma “glória”. Mas aquilo que possuímos hoje, aqui nesta vida, amanhã já não possuiremos mais.
Dessa forma, podemos dizer que se vangloriar é, para nós, o mesmo que encher dezenas de baús com tampinhas de garrafas de refrigerante, e sair afirmando para todos que encontrar que você era o dono do garimpo de Serra Pelada e que em seus baús se encontram centenas de barras de ouro. Se vangloriar é, para nós, o mesmo que sair por aí dirigindo um Fusca 1600 dizendo a todos que o seu carro é primo do Golf. Entretanto, para Deus, a vangloria é o mesmo que nos achegarmos diante dEle e mostrarmos alguma riqueza, ou algum tipo de sabedoria que, perante os homens, tem algum valor.
Diante de Deus aquilo que possuímos ou quem somos não tem valor algum. Diante de Deus ainda que sejamos os mais sábios dos homens a nossa sabedoria não tem valor; ainda que tenhamos em nossas mãos verdadeiros baús de ouro, para Deus é de todo desprezível. Aos olhos de Deus Chiquinho Escarpa e seu Bentley enterrado no quintal são um zero a esquerda, “porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1 Coríntios 1.25).

Apesar desta realidade, existe um único meio pelo qual ao homem pode ser atribuída verdadeira glória. A única possibilidade é se o Senhor que é digno de toda glória resolver atribuir glória a quem Ele desejar. E Deus faz isso escolhendo justamente aqueles que não tem do que se vangloriar. Na contra mão do mundo “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; afim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Coríntios 1.28-29).

Não nos vangloriemos, antes estejamos aptos para sermos revestidos da glória que pertence ao Senhor da Glória. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Miley Cirus, Juventude, Liberdade, Libertinagem


Só faço aquilo que me dá prazer! Eu posso fazer tudo sozinho! Não preciso de conselhos de ninguém! Você não manda em mim! Eu só faço o que me dá vontade! Só quero saber do agora, vivo o hoje como se fosse o último dia! Faço de mim o que quero!

Miley Cyrus
Talvez você, em algum momento da sua vida, tenha se identificado com algumas das exclamações acima. Esses são alguns dos gritos da nossa mocidade. Pode ser que você nunca os tenha gritado para o mundo ouvir, mas há uma grandiosa probabilidade de suas ações  terem refletido tais coisas e refletido com uma maior intensidade quando você estava na juventude, especialmente na adolescência.

Parece que ao chegarmos à adolescência as portas dos nossos cárceres são abertos e nos deparamos com a liberdade. Ela está ali bem ao alcance das nossas mãos, assim como o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal estivera ao alcance de Adão e Eva. Só nos vem o desejo de correr, saltar e, se pudéssemos, até voar pela paisagem da liberdade sem pensar nos abismos e predadores que existem no caminho.

Muitos de nós caem na boca de feras, ou talvez em penhascos, ou lamaçais movediços quase impossíveis de sair. Quando isso nos acontece percebemos que com tanta liberdade não somos realmente livres. Adão e Eva, envergonhados e expulsos da vida, por buscarem uma liberdade que não podiam possuir (a liberdade de conhecer o mal), perceberam, infelizes, que a verdadeira liberdade estava no Cárcere do Éden. Assim é conosco quando, como o primeiro casal, desejamos o mal que se encontra vestido de liberdade. Acabamos por cair na prisão dos nossos próprios desejos. Ficamos sujeitos as drogas, ao sexo ilícito, as obscenidades. As coisas que dominávamos passam a nos dominar e nos tornamos delas prisioneiros e escravos.

Há alguns meses a cantora e atriz Miley Cyrus vem sendo bombardeada pelas suas obscenidades públicas,  e nos perguntamos: o que houve  com aquela garotinha batista que fazia o ótimo papel para o público infantil (Hannah Montana)e era admirada por multidões?

  A única resposta que vem em minha mente chamasse libertinagem que é justamente todas coisas más que se vestem de liberdade. São os abismos que existem pelos lados do caminho estreito da liberdade.

Como a Miley muitos jovens de nossas igrejas tem caído neste abismo. Ou até mesmo você e eu já caímos e fomos dele resgatados. E como não cair? Eis a questão! O já experiente Salomão nos escreveu um preciosos mandamento: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade..."(Eclesiastes 12.1a). Precisamos calar os gritos da nossa mocidade, e atentar para a voz do Criador. Trazer a mente os seus mandamentos e ensinamentos  aprendidos na infância e aplicá-los como um mapa que nos guia pelo caminho da bela paisagem da liberdade ou, do contrário, olharemos para os nossos dias da juventude e diremos "não tenho neles prazer." (Eclesiastes 12.1). Adão e Eva rasgaram o seu mapa simples que apenas dizia: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2.16,17) e eles morreram. O mapa do Cristão tem uma só Palavra e é Cristo, um só símbolo que se chama Cruz e uma só Lei que se chama Graça. Ao que Cristo nos "conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8.32), e mais adiante "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14.6).


Talvez você que lê este texto esteja aprisionado num abismo achando estar liberto, mas já não possui a paz e a alegria que a muito lhe foi tirada. Talvez você tenha se arriscado a explorar áreas que não estavam estampadas no mapa da liberdade que tem seus limites na Graça de Deus. Ou ainda pode ser que você não conheça este mapa. Se você encontra-se em alguma dessa situações lhe convido a explorar o mapa infindável da Palavra de Deus, com este guia podemos ir aos lugares onde a verdadeira liberdade nos permite, experimentar de uma paz ímpar e inconfundível e se encher de uma alegria que independe de situação financeira ou cargos profissionais ou pecados que nos escravizam. 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

[Crítica] Petra e a Seca no Nordeste

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9)

"Eis que Deus não confia nem nos seus santos; nem os céus são puros aos seus olhos,quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água!" (Jó 15.15-16)



     Na imagem acima podemos ver, o Khazneh, principal monumento da cidade de Petra em contraste com algumas cenas da seca no sertão do nordeste brasileiro.

     Petra foi construída pelos nabateus no deserto da atual Jordânia em 312 a.C. e possuía um complexo sistema de túneis, represas e tubulações a fim de armazenar água para os longos períodos de estiagem. O sistema hídrico da cidade era tão eficiente que cada gota de água era usada de um modo ou de outro e o sistema garantia o abastecimento de água o ano todo. "Eles entendiam a importância de preservar, canalizar e distribuir a água. Sem água numa área como Petra você morre", disse a historiadora Nicole Douek. A tecnologia de engenharia hídrica era tal que todas as nascentes em um raio de 20 Km da cidade foram canalizadas para abastecer uma cidade com uma população de aproximadamente 50.000 habitantes e milhares de comerciantes em trânsito.

     Estamos em 2013, mais de dois mil e trezentos anos de distância da data de fundação de Petra. O Brasil é o país mais mais rico em água potável do globo. O Rio São Francisco é o nosso 4º maior rio e o 22º maior rio do mundo. Este rio corta uma grande extensão de terra passando pelos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.



     Dos tempos áureos dos nabateus até os nossos dias são mais de 2000 anos de avanços tecnológicos. Nosso Brasil já tem seus 513 anos de história partindo do nosso descobrimento, entretanto o povo continua padecendo com a seca e o governo continua "incapaz" de canalizar água para nossa população.

     Sei que nosso sistema educacional é extremamente precário, um dos piores desta terra, mas será que somos tão burros assim? Não. Não somos tão burros assim. Talvez a pergunta correta seja: Será que somos tão corruptos assim? Sim. O grande problema do nosso sertão é a falta de interesse dos nossos governantes que enriquecem zombando da miséria do povo e dão sempre um "jeitinho brasileiro", mesmo na seca e deixo de um "sol de rachar" (como dizem por aqui), para jogar o nosso dinheiro por água abaixo.

Guilherme Barros


Fontes:


quinta-feira, 18 de abril de 2013

A MAIS SUBLIME DECISÃO



O texto abaixo não foi escrito por mim, mas o transcrevi de um antigo livro de 1972 chamado Momentos Decisivos. Fico grato ao professor do Seminário Presbiteriano do Norte, Rev. Irineu Neto, que ao ler o livro percebeu que o texto havia sido escrito pelo meu bisavô, Pb. Abelardo Gouveia de Barros, contando um breve, mas impressionante, resumo de seu testemunho de vida cristã. Achei muito interessante e quero compartilhar com todos. Certamente temos muito a aprender com cristãos do passado que dedicaram suas vidas ao Senhor e deixaram frutos que perduram até hoje.
A MAIS SUBLIME DECISÃO
“Eu era Guarda Chefe do Departamento de Saúde. Em 1923, fui designado para ir a Canhotinho, fazer vacinações contra tifo e varíola. Para divulgar meu trabalho, pedi ao Pastor da igreja Presbiteriana, o Rev. Cícero Siqueira, que fizesse um aviso na sua igreja.
- É melhor o senhor mesmo fazer o aviso, respondeu o pastor.
Eu era da religião espírita e nunca havia entrado numa igreja evangélica. Relutei um pouco, mas finalmente concordei e assisti ao culto a fim de fazer o aviso. O sermão sobre o encontro de Zaqueu com Jesus me impressionou tanto que não me saiu da mente. Como Zaqueu, senti-me atraído para Jesus.
No ano seguinte, casei-me em Canhotinho com Alzira Reinaux, que tinha feito profissão de fé aos 12 anos sob o pastorado do Dr. George Butler. Alzira muito me ajudou no desenvolvimento da fé evangélica e logo me tornei membro da igreja. Resolvi, então, estudar muito a Bíblia com o propósito de preparar-me para servir a causa do Mestre.
Durante os 38 anos que viajei a serviço do Departamento de Saúde do Estado de Pernambuco, aproveitei as noites em cada cidade para pregar. Onde não havia igrejas, pregava em lares ou ao ar livre. Assim iniciei vários trabalhos que resultaram em escolas dominicais e igrejas, como, por exemplo, em Barreiros, PE. Durante nove anos trabalhei com o missionário William Neville em Brejão, Correntes, Poço Cumprido e São Pedro, em Pernambuco.
Hoje, com 73 anos, sou aposentado do Depto. De Saúde, mas não do trabalho da igreja.
Desde 1944 venho anotando num caderno os lugares onde prego, visitas efetuadas, folhetos distribuídos e decisões feitas. Dou muitas graças a Deus pelas decisões: até agora 636!
Reconheço que Deus tem usado as orações de outros crentes para abençoar meu trabalho. Devo muito, em primeiro lugar, a minha esposa que me acompanha em todas as atividades com oração. Às vezes ela aproveita horas de insônia e fica orando até pela madrugada. Os calos nos joelhos provam que é mulher de oração.
Alguns anos atrás, fui convidado para pregar no Engenho Piabas em Alagoas. Isso era perigoso porque o administrador do engenho tinha ameaçado matar qualquer crente que fosse pregar em suas terras. Aceitei o convite na condição de que um grupo de irmãos orasse durante 15 dias antes de minha ida para lá. Então, depois dos 15 dias, fui ao engenho.
O administrador soube da minha chegada e, muito zangado, reuniu seus auxiliares para ir ao meu encontro. A notícia se espalhou e o povo juntou-se para ver a matança.
Quando o administrador chegou perto e começou a blasfemar, eu perguntei:
– O senhor não é amigo do Pai do Céu?
– Sim, admitiu ele de má vontade.
– Pois bem. Foi Ele que me mandou aqui. O senhor não quer ouvir o recado de Deus?
O administrador pensou um pouco e resolveu ouvir a pregação. Preguei sobre “a mais sublime decisão que o homem pode fazer.”
No fim da pregação, o administrador, comovido, abraçou-me e se rendeu a Jesus Cristo. Confessou que era grande pecador, que já matará três homens. Aconselhei-o a que se confessasse à polícia.
O novo convertido seguiu o conselho e recebeu a sentença de apenas seis meses.
Vários dos 11 homens que o acompanharam naquele dia foram convertidos. Mais tarde, um deles tornou-se presbítero; outro é diácono numa igreja batista.
Minha mulher e eu temos muita satisfação no fato de que um dos nossos filhos, o Rev. Cephas Reinaux de Barros, foi pastor da igreja em Canhotinho, onde nós dois fizemos profissão de fé".

Abelardo Gouveia de Barros
Garanhuns, Pernambuco
(Adaptação de “O Edificador”, Secretaria de Educação Cristã, Recife, PE)

Bibliografia
Momentos Decisivos volume 1. Recife: Edipres, 1972. 57-59 p.


domingo, 24 de março de 2013

Cristianismo e Cultura

Texto elaborado para o fórum de discussão sobre Afrobrasilidade e o Cristianismo na Igreja Presbiteriana do Cabo de Santo Agostinho.

“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. (Apocalipse 7:9,10)





Vivemos num país multicultural. Povos de muitas nações, raças, tribos e também de línguas variadas vivem no Brasil. O nosso país é formado por “holando-brasileiros”, “americano-brasileiros”, “germano-brasileiros”, milhares de tribos indígenas, “semitas-brasileiros” e também “afro-brasileiros”. Todos os povos que formam o nosso país, dos quais citei apenas alguns, apesar de provindos das mais variadas culturas e nações formam hoje, aqui no Brasil, uma única nação e também uma única cultura, que, ainda com diversas variações formam a cultura brasileira. Portanto, não deveríamos promover uma cultura em detrimento de alguma outra. Todos os povos que formam a nossa nação atual tiveram grande contribuição histórica, cultural e econômica. Então, minha opinião é que o estado não deve promover ou proteger uma cultura singular, como acontece atualmente, mas deixar que cada uma se desenvolva de forma particular e democrática, visto que todos os povos que aqui habitam tiveram que abdicar de pontos importantes da sua cultura original em favor de uma cultura “maior” que é a cultura brasileira.

Mas qual deve ser a cultura do cristão neste mundo pluricultural? Já disse o Rev. Dr. Heber Campos Jr.: “Cultura nenhuma nesse mundo é neutra. Ou ela agrada a Deus ou ela desagrada a Deus” (ver). Sabendo disso, entendemos que a cultura do cristão jamais pode ser neutra. O verdadeiro cristão vive para agradar a Deus. Isso independe do que a sua família pensa; do que a sua tribo ou nação pensa; do que o estado pensa. Isso também é independente da cor da sua pele ou do quanto a sua cultura originária é ou foi importante. Para o cristão só deve existir um alvo em sua mente, a Glória de Deus. Qualquer coisa que não contribua para este propósito deve ser deixada de lado. Ainda que tal coisa seja o aspecto primário da formação de uma cultura, o ambiente familiar. “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 10:37-39).

O cristão deve abrir mão de “toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo...” (2 Coríntios 10.5). Certa vez disse o reformador Zwínglio: “E quanto a Verdade, não podemos abandoná-la, mesmo que isso implique na perda de nossa vida, pois não vivemos para esta geração, nem para servir aos príncipes, mas para o Senhor”.

O cristão deve levar em conta que Cristo está acima de qualquer tradição. Não importa de quem descendemos, africanos, portugueses, ingleses, judeus, japoneses, brasileiros. “Nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé” (1 Timóteo 1.4).

Quando falamos de afro-brasilidade e o cristianismo, devemos entender que o Cristianismo não se molda a nenhuma cultura, mas indivíduos de culturas diversas se moldam ao ser de Cristo sendo, por ele, enxertados na descendência de Abraão com quem Deus fez sua aliança perpétua, disse Deus a Abraão:  “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12.3). Dessa forma quer você seja um hindu, ou um mexicano, ou americano, senegalês, ou canadense, você pode exerce o cristianismo de forma autêntica, para isso basta entender que nós, os que somos de Cristo, somos “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, afim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:9).

Michael Horowitz, erudito judeu ortodoxo que nobremente assumiu a vanguarda da campanha em defesa dos cristãos perseguidos, calcula que uns 150.000 deles — o total dos mártires dos primeiros séculos — morrem anualmente assassinados pelas ditaduras da China, do Vietnã, da Coréia do Norte, do Irã, do Sudão, etc. Dessas ditaduras, umas são comunistas: cumprem fielmente a máxima leninista de "varrer o cristianismo da face da Terra". Outras são islâmicas: violam despudoradamente o mandamento corânico que proíbe a coerção em matéria religiosa. Coerentes ou incoerentes, são todas genocidas”. (CARVALHO, Olavo. A mensagem que não veio)

Isso se deve ao fato de que eles entenderam que são peregrinos e estrangeiros aqui; entenderam que Cristo é maior que a sua família, que a sua raça, que a sua nação. Como cristãos devemos entender que nossa caminhada é contrária a cultura do mundo e cânhamos isso de Contracultura Cristã. Nós devemos caminhar na contramão do mundo no que diz as obras infrutíferas das trevas. O mundo prega o egoísmo, nós devemos nos doar ao próximo e considerar os outros superiores a nós mesmos. O mundo prega a imoralidade, nós pregamos a santidade e como podemos obter os seus benefícios por meio de Cristo.
Igreja Presbiteriana do Cabo


quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulher Preciosa



Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias.
(Provérbios 31:10)

Uma das principais características de uma joia fina são as horas de trabalho que o lapidador emprega para torná-la perfeita e de valor inestimável. O valor de uma joia também está extremamente associado ao teor de pureza dos materiais utilizados para confeccioná-la. Estes dois fatores, quando unidos, fazem das joias objetos raros, perfeitos e dignos de serem admirados por qualquer realeza. Outro fator interessante quando se fala de joias é que a maioria delas são encrustadas por pedras preciosas que, por sua vez, são os materiais mais duros existentes na natureza. O diamante, por exemplo, é o material mais duro existente devido a sua cadeia carbônica perfeitamente organizada sob extrema pressão. Isso garante que o seu brilho, depois de lapidado, permanecerá para sempre.

O rei Lemuel, que escreveu os versos do Provérbio 31, com certeza sabia reconhecer uma joia perfeita, sua mãe o havia ensinado muito bem.

“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”, disse a feminista Simone de Beauvoir. Discordo deste pensamento em 180 graus. Diria que toda mulher nasce mulher, mas são raras as que se tornarão mulheres virtuosas, dotadas de talentos desejáveis por todos e dignas de realeza. As virtudes de uma mulher sobrepujam todos os aspectos exteriores. Algumas mulheres esbanjam uma formosura superficial, possuem belos corpos, são atraentes e priorizam a sedução no modo de falar e vestir, contudo no seu interior a muito perdeu a pureza adequada a uma joia, a peça rara que deveria ser de ouro maciço é apenas uma bijuteria que rapidamente perde seu valor e está acessível a qualquer um.

A mulher de Provérbios 31 possui, acima de tudo, qualidades que partem do interior e se manifestam no exterior. Seu valores adquiridos pelo ensinamento dos seus pais a respeito da lei de Deus são enxertados no seu interior lhe conferindo, valor, confiança, amabilidade, pureza, brilho, dureza, força, beleza, sabedoria que são virtudes contempladas por qualquer pessoa que dela se aproxime. “A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações” (Provérbios 31.25).

Nos nossos dias o feminismo tem feito das mulheres bijuterias que possuem beleza, graça, sensualidade, simpatia, mas que são vestimentas superficiais, enganosas e de baixíssimo valor. O feminismo entrega as mulheres ao sexo irresponsável, à impureza e à corrupção do seu ser, e lhes diz: “agora vocês são iguais aos homens”. Mas em que estas mulheres que aderem a tal movimento se tornaram iguais aos homens? A observação empírica do feminismo é que a “qualidade” mais buscada pelo igualitarismo feminista nos homens é a imoralidade deles. É nisso que as feministas da atualidade buscam na sua luta travada com os homens. E você, como mulher, o que busca? Bijuterias ou pedras preciosas?

Talvez você, que leu este breve artigo, tenha observado que vários aspectos da sua vida não se encaixam na vida de uma mulher virtuosa, segundo o padrão de Deus para a humanidade. No entanto, não importa a sua idade, não é tarde para você ser trabalhada pelo Lapidador Celeste, o Senhor Jesus Cristo. Ele é capaz de expor a você os seus pecados ao ponto de você não conseguir impedir que ele lapide o seu coração de pedra e o transforme em um coração de carne sensível ao Espírito Santo e a sua Lei. Entregue o seu caminho a Cristo e você refletirá a luz de Deus na sua vida de tal forma que ofuscará qualquer diamante.

Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada” (Provérbios 31:30).

Guilherme Barros