quinta-feira, 31 de maio de 2012

Fogo estranho literal: Padre lança fogo na Missa



  A muito tempo atrás depois da saída de Israel do Egito, quando o sacerdócio de Arão foi estabelecido e a sua família responsabilizada para exercer o sacerdócio da nação de Israel. Conta as Sagradas Escrituras, a História de dois dos filhos de Arão um se chamava Nadabe e o outro Abiú. Eles "ofereceram fogo estranho ao SENHOR" (Levítico 10.1; Números 26.61) e a conseqüência desse ato foi a pior possível para os dois, eles "morreram perante o SENHOR" (Números 26.61), pois fizeram além do que Deus havia ordenado para o culto.

   Hoje temos visto muito do que também podemos chamar de fogo estranho. Tudo quanto existe de bugiganga é, em nossos dias enxertado no culto a Deus. São utilizados holofotes, piscas, "danças litúrgicas" (e essas invadiram com força), teatro, "baianas" girando, etc. Mas o que me inspirou a escrever este artigo foi está matéria da BBC, a qual diz a manchete: "Padre cospe fogo durante missa para atrair fiéis". O pragmatismo e o sincretismo religioso tem tomado conta dos cultos daqueles que se dizem cristãos. A ânsia por encher igrejas tem falado mais alto aos corações dos pastores - muitos dos quais nem sei podem ser chamados de pastores. Nossos cultos estão abarrotados de ritmos, danças, músicas que blasfemam e sutilmente derramam gotas de veneno satânico nos templos. E, como andam as coisas, não demorará para vermos espetáculos iguais ou maiores que estes nas igrejas que se dizem evangélicas aqui no Brasil. 

   Certo dia pensando sobre esse assunto percebi que algumas coisas inseridas em cultos neopentecostais, por exemplo, provém do culto afro, então resolvi dar uma olhada num culto afro e constatei que eles adoram os seus deuses como os deuses desejam ser adorados. Cada cor, cada vestimenta, cada batuque e oferendas são e feitos e preparados conforme a vontade do de cada deus, e aí de quem quiser colocar um fogo estranho na cerimônia! Ai de que inventar de trocar os atabaques por guitarras, ou ao invés de preto vestir branco. Com base nessa observação, seria errado dizer quê o que os cultos neopentecostais tem feito mais parecem a deturpação do culto aos orixás? Fica aí para refletir.

   Por fim, não podemos adorar ao Criador e Senhor de todo universo da maneira que bem entendemos, temos que adorá-Lo segundo o que está prescrito em sua Palavra as Sagradas Escrituras nossa única regra de fé e prática. Pois, certamente Deus, assim como purificou a linhagem sacerdotal e o seu culto fulminando  os sacerdotes Abiú e Nadabe, assim também Cristo no último dia separará o joio do trigo para ser queimado (Mateus 13.30), pois rejeitaram a Palavra de Deus que é viva e eficaz.


Guilherme Barros




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um dia Marcante



Revista de jovens da Funase - Cabo após rebelião.
 A unidade é uma das mais perigosas do estado
 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência...” (1 João 2.17A)

Ontem passei por duas experiências inéditas em minha vida. A primeira foi que, ao voltar da aula no Seminário Presbiteriano do Norte fui pregar para jovens da FUNASE (Fundação de Atendimento Socioeducativo, antiga FEBEM) do Cabo de Santo Agostinho juntamente com o líder da ACV (Associação Cristo é a Vida). Esta foi a primeira vez na qual tive a oportunidade de pregar para pessoas em regime de detenção ou privados de liberdade. A segunda experiência passou-se quando voltei para casa e fui à padaria, que está a cerca de duzentos metros de minha casa. No caminho de ida escutei cerca de seis estalos parecidos com estes de bombinhas de São João, o que é bastante comum por onde moro, mas quando voltei havia uma multidão na praça, e ao me aproximar percebi dois homens estendidos ao chão; houve um assassinato ali. Tive a certeza de que não eram bombinhas, e sim balas. Contudo, o que as duas coisas tem em comum?

Tanto os jovens da FUNASE quanto os homens baleados chegaram àquela situação por empregarem um ardente desejo de gozo pelas coisas materiais e isto se chama concupiscência. Ao ler o versículo que está no início do texto comparei a vida daqueles garotos e homens com a verdade bíblica e pude experimentar empiricamente o seu significado. Homens destruídos pelas suas próprias concupiscências; vidas passageiras e vazias de esperança, pois até os seus vestígios de esperança estão depositados na matéria que é passageira e sem vida. Drogas, dinheiro, luxúria, fama são nestas coisas que a confiança deles está depositada, ou seja, no mundo passageiro e inconstante. A Bíblia nos afirma que o mundo passa, e infelizmente muita gente tem passado junto com o mundo e irão para o Grande dia do Juízo de Deus com as mãos vazias, pois para estes que gastaram toda sua vida acumulando riquezas na terra sem se preocupar com o tesouro dos Céus só lhes restará a Ira de Deus.

Entretanto, apesar de hoje ter visto tragédias terríveis da vida humana também vi algo que é infinitamente mais superior e grandioso, a Graça de Deus derramada na vida de pessoas que pareciam, aos nossos olhos, perdidas eternamente. Na FUNASE encontrei também muitos jovens que pelo poder de Deus foram feitos uma nova criação. E na vida destes se cumprirá aquilo que há de se realizar na vida todos os eleitos. E a promessa é que “...aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João 2.17B). Assim como vi o vapor da vida humana naquele assassinato, também pude experimentar o renovo do Deus que transforma ossos que estavam sequíssimos em instrumentos vivos para o louvor da sua glória e alegria dos santos remidos por Cristo.
Que o Espírito Santo de Deus nos mantenha firmes na comunhão dos santos; que o poder de Deus Pai e a graça do Senhor Jesus Cristo esteja com todos nós; os seus eleitos!
Guilherme Barros.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Para que a gente está neste mundo?

O Mundo de Mafalda

    Na tira acima, a famosa garotinha dos quadrinhos, Mafalda faz uma pergunta muito pertinente para os nossos dias, ao seu amigo Felipe. O questionamento, que tem um tom de inocência, remete ao sentido da nossa existência; ao significado da vida. A resposta para isso parece simples, mas a maioria das pessoas age como Felipe, tentam se livra do problema sem dar uma resposta. Isso acontece porque a resolução desta questão não está em algo visível, palpável ou material, mas está exatamente naquilo que não pode ser visto ou apalpado.

    Contudo como obter a resposta? A realidade é que existimos e se existimos precisamos de um sentido para a nossa existência. Quando criamos algo, o fazemos com uma finalidade específica, mesmo que alguns artistas modernos destaquem que suas obras sugiram ao acaso e que não tem finalidade, eles as fazem com o sentido de serem vistas e apreciadas, mesmo que sejam bobagens insanas como as obras de Marcel Duchamp, André Breton e de todo o dadaísmo, essas bobagens também tem um propósito. Alguns céticos materialistas respondem ao problema simplesmente afirmando que tudo isso que vimemos é apenas um sonho e que o cosmos é irreal e não há nada sobre o que pensar. No entanto Chesterton lhes dá uma boa resposta, "...você não pode pensar se não existem coisas sobre as quais pensar" (G. K. Chesterton. Ortodoxia. Mundo Cristão, 2007), se nós conseguimos pensar sobre o mundo e o sobre nós mesmos fica claro que existimos como disse Descartes: "Penso, logo existo".

 
    Mas se existimos e também existe tudo isto que nos rodeia, e se tudo que existe tem um propósito, qual será a nossa finalidade primária e essencial? Sinceramente não consigo ver melhor solução para o problema de Mafalda e também dá maioria das pessoas em nosso mundo. A solução que vejo é aquela que nos mostra as Escrituras. O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos nos diz: "Porque dele e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém" (Rm 11.36). Somos de Deus, criados por Ele e para a glória dEle eternamente; esta é a nossa finalidade absoluta. O Breve Catecismo de Westminster nos expõe essa passagem de excelente maneira em sua primeira pergunta e resposta: Qual é o fim principal do homem? O fim principal do homem é glorificar a Deus e sentir prazer nele para sempre. Não há propósito mais seguro para a humanidade do que firmar-se no Deus da Bíblia, glorificá-lo  e alegrar-se nele. ELE, como disse Tomás de Kampis, é: "...o caminho a verdade e a vida. Sem o caminho não há como ir; sem a verdade não há saber; sem a vida não há viver. Eu sou o caminho que você deve seguir; a verdade que você deve crer; a vida pela qual você deve esperar. Eu sou o caminho inviolável; a verdade infalível, a vida sem fim. Eu sou o caminho mais reto; a verdade soberana; a vida verdadeira, vida abençoada, vida incriada" (Imitação de Cristo. 56,1)

    

    O nosso mundo encontra-se desencaminhado, perdido e desnorteado, pois a maioria das pessoas desprezam o Caminho absoluto que é Cristo. Elas tentam se livrar do problema da mesma forma como Felipe fez; desprezando-o. Então elas passam a colocar o sentido das suas vidas em coisas que são visíveis, palpáveis e materiais, mas que se destroem facilmente com a ação do tempo. Então quando elas presenciam o objetivo de suas vidas sendo destruído o desespero toma conta e não encontram onde firmar os seus pés.
Felipe. Quanto mais depressa a gente RESOLVER esse problema melhor. E a solução é Jesus Cristo, O Senhor. Glorifiquemos pois a Ele e nos alegremos nEle!

Guilherme Barros

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Palmadas



A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe. (Provérbios 29.15).

Esta semana, ao assistir ao jornal do meio dia, fiquei atento a notícia que mostrava um espancamento de um pai a sua filha com cerca de nove anos. De início não fique muito alarmado com a situação, achei que era muito sensacionalismo por parte da mídia. Então, fui e observei melhor o caso, e é perceptível o tamanho exagero do pai na tentativa de corrigir a filha.

Desde já afirmo que sou a favor tanho da disciplina verbal quanto da disciplina física por parte dos pais para com os filhos.

Muito tem se falado que a disciplina física atrapalha o desenvolvimento intelectual das crianças e até foi destaque que canadenses trabalharam durante 20 anos para confirmar isto em suas pesquisas. Mas não sabemos ao certo quais casos eles analisaram. Entretanto concordo veementemente que o espancamento, que já é proibido por lei, de fato apenas contribui para traumas psicológicos e corporais, contudo temos percebido que o estado tem entrado num ambiente que não o pertence, este ambiente é a família. Eles querem impor aos pais a maneira "politicamente correta" de se educar filhos e é para isso que o estado tem agido, desde a tentativa de implantar a Cartilha Gay nas escolas e agora com a ridícula invenção da Lei da Palmada que veta o direito dos pais de educarem os seus filhos. Com isso, cada dia mais estamos sujeitos a uma ditadura mental ainda mais forte do que os nazistas e comunistas conseguiram. Não falta muito para vermos filhos denunciando pais e alunos denunciando professores. E os bandidos que já acusam os policiais? Em nosso país os pais, os professores e os policiais perdem cada vez mais a autoridade, enquanto traficantes, assassinos, e verdadeiros espancadores se tornam a suprema autoridade pública. 

Voltando um pouco, as pesquisas são firmadas com base em experiências e a pergunta é: como 20 anos de pesquisas canadenses podem derrubar milênios de experiência? Os grandes reis sofreram disciplina física quando crianças, grandes gênios como Isaac Newton e Einstein levaram palmadas quando crianças. A correção física, feita de maneira instrutiva e sem exageros, ensina a criança que vivemos num mundo de cobranças e e responsabilidades e que se não aprendemos a lidar com essas cobranças e não andamos conforme as leis desde a infância, sofreremos ainda mais que simples palmadas quando chegarmos a fase adulta. 

Natascha Kampusch em seu livro 3096 dias nos mostra o quanto sua infância foi sofrida e que em algumas vezes sua mãe exagerou nas palmadas, mas em seu segundo capítulo ela nos afira que graças aos ensinamentos e correções da sua mãe ela conseguiu suportar os seus 8 anos de cativeiro nas mãos de um louco. Ela aprendeu as respeitar as leis do cativeiro e isso a livrou da morte. Salomão e as Escrituras, com milênios de experiência, comprovam que a disciplina física assim como a verbal trazem sabedoria.

O que não faz uso da vara odeia o seu filho, mas o que ama, desde cedo o castiga. (Provérbios 13.24)



LEIA:

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Anencéfalos

Blog sobre a bebê anencéfala Vitória de Cristo (foto)

Durante o ensino médio passamos cerca de oito anos ouvindo e sendo obrigados por nossos professores a estudar uma coisa chamada de Teoria da Evolução das Espécies de Darwin, observamos filósofos, sociólogos e antropólogos tentando demonstrar o quanto o ser humano tem se desenvolvido moral e eticamente, mas quando assistimos aos governos de sociedades "tão evoluídas" promovendo o aborto de deficientes ou o aborto de qualquer tipo, percebemos que todas essas teorias e esperanças de estudiosos são conversa furada.
Muitas tribos indígenas de todo o mundo exterminam, a milhares de anos, os bebês gêmeos e deficientes. E não precisamos ir muito longe, aqui em nosso país, isto acontece frequentemente em tribos na Amazônia. O interessante é que nós, com todo nosso estudo, teorias e “evolução” os condenamos, e boa parte dos abortistas também, mas com que direito? Com que direito nós podemos dizer que evoluímos? Olhando bem nós estamos fazendo o mesmo ou pior. Por hora podemos matar apenas os anencéfalos, mas não demorará muito para que a nossa sociedade passe também a assassinar e exterminar crianças com outras deficiências congênitas (como faziam os regimes comunistas) como: cegueira e surdez de nascença, síndrome de crouzon, sindrome de turner, síndrome down, etc. A diferença entre eles e nós é e será apenas uma: eles mantam após o nascimento, nós matamos no ventre materno.
Este é o ápice do egoísmo humano, matar os mais frágeis para facilitar nossas vidas; matar os mais frágeis para aliviar o nosso sofrimento. E o governo, a quem tanto os brasileiros chamam corrupto, está felicíssimo pelo ser corrompido e egoísta do seu povo, afinal são milhares de pensões para deficientes que deixarão de ser pagas, milhares de consultas que deixarão de ser feitas pelo SUS, milhões de passagens gratuitas, em transportes urbanos, que deixaram de ser concedidas. É tudo uma questão de dinheiro com maquiagem de direitos feministas.
Isso tudo de extermínio e aborto de bebês seria algo muito bom, se não se tratasse de vidas humanas. Quanto economizaremos com isto? E onde poderemos investir tanto dinheiro que  parece ser desperdiçado? Espero que nós atentemos bem para isto. Esse tipo de economia destrói muito mais que os bebês indefesos nos ventres de suas mães, destrói também as últimas gotas de humanidade sadia que resta a este povo e torna ainda mais visível a total depravação do homem.

Wilson e a Bíblia

Selo em homenagem a Woodrow Wilson.

O texto a seguir é uma dedicatória que o ex-presidente, presbiteriano, dos Estados Unidos, Thomas Woodrow Wilson, escreveu para ser colocada nas contracapas das Bíblia que foram entregues aos soldados e  marinheiros americanos que lutaram na Primeira Guerra. Wilson foi laureado com o Nobel da Paz em 1919.

Wilson e a Bíblia


“A Bíblia é a palavra da vida. Peço-vos que a leiais procurando descobrir isso por vós mesmos. Lede – não pequeninos trechos aqui e acolá, mas longas passagens que serão a rota verdadeira para o coração desse livro. Não o achareis apenas repleto de homens e mulheres realíssimos, mas também daquelas coisas que vos tem posto perplexos e que constituem problemas de vossas vidas, criaturas humanas que sois. Quanto mais o lerdes, mais percebereis as cousas dignas e as que não o são; as que tornam felizes os homens – lealdade, justiça, verdade, desprendimento perante o dever e, acima de tudo, o desejo que lhes inspira  de obter a aprovação de Cristo que tudo lhes deu – e também as que fatalmente trarão infelicidade ao homem: egoísmo, covardia, cobiça e tudo mais que é baixo e indigno. Quando lerdes a Bíblia haveis de reconhecê-la como a palavra de Deus por que vereis nela a chave para o vosso coração, a vossa felicidade e o vosso dever.”



Woodrow Wilson.



(Revista Fé e Vida, edição de janeiro de 1943).


Acervo da biblioteca do Seminário Presbiteriano do Norte.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O meu Pastor



           O SENHOR é o meu pastor. (Salmo 23.1)
Este é, sem dúvidas, o salmo mais conhecidos de todos os cristãos, quando eu era criança, lembro de que na escola dominical fui ensinado a memorizar este salmo; muitas são as vezes que meus familiares citaram e, vez ou outra, citam antes das refeições. Esta tão doce canção é lembrada por muitos nos momentos de dor, de desespero e de angustia. Davi, certamente, foi, extremamente, agraciado por Deus ao compor tão divina melodia.
Muito tem se repetido esta música em calendários, almoços, escolas dominicais, e podemos ouvi-la nas bocas até dos pagãos. De tantas reproduções muitos acabam ouvindo e não dando mais conta da profundidade que contém nesta melodia. Quero, aqui, leva-los há refletir um pouco quanto àquilo que, muitas vezes, deixamos passar despercebidos
O SENHOR é o meu pastor. Desta primeira frase deriva toda profundidade do salmo. Tudo que vem depois são apenas reflexos daquilo que está contido nesta simples expressão. Temos aqui a figura de uma ovelha e de um pastor. Mas quem é a ovelha e quem é o pastor?  A ovelha é o rei Davi que se coloca nesta condição, se comparando com um ser que é totalmente dependente do seu dono; que é levado às pastagens e aos mananciais para que as suas necessidades sejam supridas; que é livrado dos abismos, das feras do campo e dos seus inimigos, polo cajado de um pastor todo poderoso. Mas quem é este pastor? É, simplesmente, o todo poderoso, Rei dos reis, Senhor dos senhores. É pelo intermédio deste pastor que "reinam os reis, e os príncipes, decretam justiça" (Pv 8.15). É por intermédio deste pastor que "governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra" (Pv 8.16). Diante de tal pastor precisamos dobrar os nossos joelhos e entregar-lhe as nossas vidas para uma total subordinação e serviço. Simplesmente pela força de tão grandioso Senhor é motivo o bastante para nos redermos a Ele, mas ele faz questão de não usar de tirania para com as, amadas, ovelhas que sujeitas ao seu senhorio. Pelo contrário, suas ovelhas, assim como Davi, são resgatadas da morte, e a elas são dados os banquetes e a proteção que o seu, tão valoroso, Senhor lhes tem a oferecer.
Diante de um Senhor tão poderoso, não temos o que fazer, a não ser o que Davi nos ensina e o que ele próprio experimentou. E o que devemos fazer é confiar, simplesmente confiar única e exclusivamente neste Pastor, que é senhor sobre tudo e sobre todos, que dá a sua própria vida paraque as suas ovelhas tenham a vida eterna. O Pastor de Davi é o mesmo a quem devemos entregar as nossas vidas sem reservar; o Senhor Jesus Cristo que é um com o Pai .

                As implicações de ter alguém que é, singularmente, tão bondoso e incomparável em poder e glória como senhor de sua vida são muitas, como a alegria, a paz, a tranquilidade, o consolo e uma imensidão de outras bênçãos. Contudo o salmista aqui destaca que o senhorio de Deus na sua vida é o motivo de ele por cada área; cada átomo de sua vida sob a responsabilidade de alguém que, mais do que ele mesmo, sabe cuidar da sua vida. O Senhor Jesus Cristo é este pastor a quem nós, assim como Davi, devemos por nossa total e absoluta confiança. Que Cristo Jesus seja, em nossas vidas o Senhor e que nós afirmemos sem reservas: O Senhor Jesus Cristo é o meu Pastor!

Guilherme Barros


quinta-feira, 29 de março de 2012

Sonhadores Alucinados


Fugir da realidade talvez seja a melhor definição que tenho sobre sonho. Assim, os sonhadores são fugitivos da realidade, pois fecham os seus olhos para tudo aquilo que diante dos seus rostos estão e se contentam em tomar seus sonhos por verdade. Talvez você discorde deste significado, mas ele é bem útil para o que quero demonstrar. Falo dos sonhadores alucinados.
Uma invasão aconteceu. Homens sonhadores que adentraram na igreja de Cristo. Mas não foi de forma abrupta e facilmente perceptível. Eles romperam os ideais, anteriormente firmados, se utilizando de sutileza, sagacidade e diligência, fazendo germinar as sementes dos seus sonhos com muito cuidado em solos fracos e mal fundamentados, mas que são os melhores para o tipo de árvore que querem produzir, ou seja, uma árvore que, em plena estação de frutífera, não produz frutos (ver Judas 1.12).
Esta árvore se encontra hoje como uma gigantesca castanheira, crescendo em direção do sol. Assim são os homens que a plantaram, são os gigantescos heróis da “fé secularizada”, os sonhadores alucinados. Estes sonhadores crescem da fertilidade dos que estão mal fundamentados nas Escrituras ou que não tem fundamento algum. Sobre estes é que se alicerçam e perduram os falsos mestres que sonham em chegar ao céu, adubados pelos falsos cristãos e pelos cristãos medíocres que correspondem as suas falsidades, os quais diz Spurgeon: “sobre as Bíblias de alguns aqui há pó suficientes para escrever a palavra condenação com os seus próprios dedos”. Coitados! Assim como uma gigantesca árvore que cresce cada vez mais em busca do sol, contudo vem a morrer, assim também eles crescerão e perecerão.
E, “ai deles! Porque seguiram o caminho de Caim...” (Judas 1.11). A ganância os fez crescer e sonhar cada vez mais alto, contudo os seus sonhos sãos alucinógenos e produzem apenas miragens de um falso reino celestial, que nunca poderá ser alcançado. A realidade está bem na frente deles, mas eles não conseguem perceber, visto que estão ludibriados e enganados pelas falsas visões que a própria cobiça deles produziu. Estes são os sonhadores alucinados, sobre os quais a pequena e simples carta de Judas fala e adverte aos cristãos: Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores” (Judas 1.8).
E aos sonhadores alucinados, só restará o juízo de Deus (ver profecia de Enoque, Judas 1.14-16) no grande dia por haverem “transformado em libertinagem a graça” (Judas 1.4) do Senhor Jesus Cristo. E a nós cristãos, uma guerra nos espera, revistamo-nos, pois, da Palavra de Deus para batalharmos, ardentemente, pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos de Deus (ver Judas 1.3), para que quando homens assim, entorpecidos pelos seus próprios desejos, se levantarem no meio da Igreja nós possamos combate-los sabendo dar razão da nossa fé.

Guilherme Barros


sábado, 10 de março de 2012

Quem pode te livrar da maldição?

Você já deve ter ouvido alguém se achar o melhor porque pratica boas obras, porque ajuda os pobres, porque não adultera, não rouba, não mata, e outras coisas mais. É interessante que pessoas assim, quando perguntadas se estão salvas, afirmam que sim e apontam para suas obras como prova disso; como prova de dignidade e justiça. Mas o que a Bíblia diz para essas pessoas? Está escrito no livro do profeta Isaías no capítulo 64 versículo 6 que “todas as nossas justiças” são como “trapos de imundície”, ou seja que as nossas melhores obras que são os nossos atos de justiça: não matar, não roubar, não cobiçar, não adulterar, etc. são como panos imundos, sujos e desprezíveis diante de Deus. Através disso entendemos o quanto nós somos maus e pecadores; na verdade o quanto o homem é maldito e não pode se chegar a Deus pelas suas próprias mãos.

Em Gálatas 3:10 diz que é “maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para pratica-las”. Com isso percebemos que somos de fato malditos, afinal, quem nunca mentiu, roubou, adulterou, matou...? Talvez você diga: Mas eu nunca roubei, nem matei, nem adulterei! Contudo, saiba que o só pensar em praticar alguma dessas coisas é tão pecado quanto fazê-las. Portanto, se você já mentiu isto te faz um mentiroso; se já roubou um ladrão, e assim por diante.

Mas eis a questão! Como se ver livre dessa maldição que nos condena ao inferno, “onde a choro e ranger de dentes” (Mateus 8.12)? Cristo disse que ele é o Caminho (João 14.6). Mas por que Cristo é o Caminho para nos livrar de tão terrível maldição? Em Gálatas 3.13 está a resposta, “Cristo nos rasgou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em um madeiro)”. Não há outro ser, ou deus, ou boa obra, que pode nos livrar de tão dura condenação senão aquele que é o Filho unigênito do Pai que se dispôs a se humilhar e morrer por nós, sendo nós ainda pecadores. Eu sou o caminho, e a verdade, e vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6). Quem pode te livrar é somente um o Senhor Jesus Cristo. Então vem e “crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.31).

Guilherme Barros

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Levanta-te!


Enquanto a letargia do cristianismo brasileiro é exercitada, levantam-se as multidões de incrédulos que não sentem sono, fadiga ou cansaço. Estes trabalham vigorosamente empenhados numa coisa, satisfazer seus corpos e consolidar seus pensamentos pecaminosos. Trabalham aprimorando a sensualidade, a luxúria e a vulgaridade em roupas, músicas pornográficas, programas de tevê e até nas criancinhas que logo aprendem as danças da "novinha" e da "mulher do patrão", pra não citar outras piores. Os ímpios estão de pé, se mostram de pé, cumprem com primazia o dever do estado em que se encontram.
Mas como estais vos que sois cristão? Estais como berços e camas quentinhas feitas sobe medida para fazer dormir o Espírito que em vós habita? Ou achais que, com tuas cantigas de ninar, tua displicência, teu descompromisso, tua falta de sinceridade, podeis fazer dormir o Espírito de Deus que clama? Se você é um cristão dorminhoco, digo que se você calar "as próprias pedras clamarão" (Lucas 19.40). Mas não é isso que Deus deseja, o Senhor quer que você se levante e pregue as suas boas novas. Deus te chama para levantar e percorrer a terra, assim como ele ordenou ao seu servo Abrão, "Levanta-te, percorre a terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei" (Gênesis 13.17). Deus nos deu as nações por herança, no entanto o que o seu povo mais esta desejando é dormir e sonhar com uma terra prometida ao invés de levantar-se e agarra-la com as mãos. Agarremos através da mensagem da Cruz os eleitos dos povos. Levantemo-nos! "Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá" (Efésios 5.14).
Que o nosso Senhor Jesus Cristo sopre dos quatro ventos o seu Espírito Santo sobre todos os cristãos que, como nos dias de Ezequiel, se fizeram ossos secos, pois nas suas harpas só se ouviam canções de ninar pecaminosas, idolatria e imoralidade. Levanta-te cristão!

Guilherme Barros

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Galo e o Juiz


Hoje a tarde quando voltava para casa me deparei com a enorme escultura do Galo da Madrugada. A princípio descobri que ele foi a causa da interdição da Conde da Boa Vista, principal avenida do centro Recife. Por conta disso tive de andar cerca de um quilômetro e meio até o metrô. Mas não é por menos, mais de um milhão de pessoas estarão amanhã para prestigiar o suntuoso galo na ponte Duarte Coelho.

Esse ano há uma novidade no rei do carnaval pernambucano, a cada meia hora a estátua dá uma volta e o galo canta, certamente a cada canto do galo as multidões irão ao delírio e se esquecerão cada vez mais do pudor, do bom senso, da higiene, visto que muitos estarão tomados pelas bebidas alcoólicas, pelos lança-perfumes e as mais variadas drogas típicas do carnaval que que após os quatro dias resultarão em enxaquecas, fadigas e ressacas e além disso proporcionam o aumento de doenças como: sapinho, herpes, AIDS, laringite, pneumonia, sarna, piolho, etc. devido ao contado exagerado, beijos e atos sexuais com as mais variadas pessoas. Mas para estes que o canto do galo seja, a cada meia hora, semelhante a um apito de juiz condenando cada ação pecaminosa dos milhares ao seu redor e que num futuro bem próximo uma só coisa estejam em suas mentes, o arrependimento.
Ao apóstolo Pedro foi necessário apenas três cantos de um pequenino galo e o arrependimento tomou conta do seu coração. Mas para uma multidão de corações endurecidos pelo pecado temo que os cerca de 40 cantos do galo da madrugada não sejam suficiente para lhes causar arrependimento. Tal multidão não conhece ao Senhor Jesus Cristo como Pedro conhecia, portanto não exitam em negar a Deus com os seus atos e sem o mínimo de ressentimento desprezam a lei e o seu Criador. Temo que a hora dos seus arrependimentos chegue tarde demais e o seu juiz já não seja mais um galo e sim o Juiz que a de vir jugar os vivos e os mortos e lançar a todos, que não creram no seu nome, no inferno.
Se você está pensando em ir prestigiar o suntuoso galo amanhã sugiro que pense bem em qual direção você está seguindo, se na direção do Galo, dos maracatus e caboclinhos, dos pierrôs e colombinas, do Homem da meia noite ou se na direção do Filho do Homem que é o único caminho, a única verdade e a vida e que conduz o homem a salvação. Jesus Cristo é o único caminho que não produz arrependimento, siga-o!

Para Onde Olhamos?


Em um de seus escritos, um grande pregador chamado Charles Spurgeon escreveu: “Se me fosse proibido entrar no céu, mas me fosse dado escolher a condição em que passarei a eternidade escolheria aquela em que às vezes me sinto quando prego o evangelho”. E se te fosse dada a mesma condição desse pregador qual estado você escolheria para passar a eternidade?

Nos nossos dias muitos que se dizem cristãos certamente escolheriam passar uma eternidade de prazeres carnais, fartos de casas luxuosas, mulheres, carros, viagens paradisíacas e dinheiro, muito dinheiro. Vemos hoje multidões enfileiradas buscando um Cristo de pães e peixes, pois apenas querem para si os milagres de Cristo e as bênçãos materiais e egoístas, mas não o verdadeiro Senhor Jesus Cristo. Tais pessoas têm os seus olhos voltados não para Deus, mas para os seus próprios corpos e bolsos. Um outro autor chamado C.S. Lewis, disse: “O amor se torna um demônio quando se torna um Deus”, eu faço a seguinte paráfrase: As bênçãos se tornam um demônio quando se tornam um Deus. Olhemos pois para Deus.

Um verdadeiro cristão tem seus olhos fixos em Cristo independente da sua condição de saúde, financeira ou familiar. Um verdadeiro cristão sente prazer no Senhor, mesmo que a angustia e a tribulação lhe sobrevenha. Disse o salmista Sobre mim vieram tribulação e angústia; todavia, os teus testemunhos são o meu prazer.” (Salmo 119.143). Olhemos pois para o Senhor e Salvador das nossas vidas, pois “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no SENHOR e exulto no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17,18). Essa deve ser a nossa alegria! Muito mais que a lã e a gordura o Cordeiro de Deus e o nosso Prazer!

Guilherme Barros